
Informação e Opinião
Por Valmir Lima, do ATUAL
MANAUS – Nikolas Ferreira, o deputado federal do PL por Minas Gerais, na passagem por Manaus, na segunda-feira (19), plantou mais uma fake news. Essa, aliás, é uma prática desse deputado, considerado o “pai da mentira”.
Nikolas veio a Manaus para participar de evento em apoio às candidaturas de Maria do Carmo Seffair (PL) a governadora do Amazonas e de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente da República. O evento foi realizado na Ponta Negra.
Paralelo ao evento, o parlamentar gravou um vídeo ao lado do vereador de Manaus e deputado federal eleito Alexandre Salazar (PL) para defendê-lo no caso do episódio envolvendo a deputada estadual Alessandra Campêlo (PSD), candidata a vice-governadora na chapa de Omar Aziz (PSD).
Relembrando o caso: No dia 13 deste mês, Salazar e um policial comparsa dele acompanhavam a candidata Maria do Carmo a um debate com o candidato Omar Aziz na TV Norte, em Manaus. Na ocasião, ele e o policial resolveram fazer um gesto com a mão contra Campêlo como se estivessem cortando o pescoço dela. Na linguagem policial, o gesto representa “eliminar” o adversário.
O caso gerou grande repercussão. Alessandra Campêlo apresentou queixa na Delegacia da Mulher e pediu medida protetiva, o que foi concedido pela juíza Bárbara Folhadela Paulain, da 70ª Zona Eleitoral de Manaus, que atua como juíza eleitoral das garantias da 1ª Zona Eleitoral.
A juíza determinou que Salazar e o policial amigo dele mantenham distância mínima de 200 metros de Alessandra Campêlo e os proibiu de entrar em contato com a deputada por qualquer meio, incluindo ligações telefônicas, e-mails, aplicativos de mensagens e redes sociais.
A decisão estabelece ainda a suspensão da posse e a restrição do porte de armas de fogo dos dois envolvidos, com fundamento na Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha.
Pois bem, dito isto, voltemos ao Nikolas Ferreira: ao lado de Salazar, ele afirma no vídeo que uma delegada pediu a prisão de Salazar – enfatiza que ele foi o mais votado do Amazonas – simplesmente porque ele “coçou a barba”. Nikolas não é mal informado, é mal-intencionado.
No passado recente, o “pai da mentira” inventou que uma medida do Banco Central que serviria para coibir a livre circulação de dinheiro do tráfico de drogas e do crime organizado via pix serviria para controlar a vida das pessoas que utilizam a ferramenta. E mais: inventou que a medida seria um passo inicial para a cobrança de taxa nas transferências e pagamentos via pix.
A mentira de Nicolas ajudou o crime organizado a lavar dinheiro, dificultando o controle das transferências pelo Banco Central.
Na campanha eleitoral, na atuação no Congresso Nacional e nas redes sociais, Nikolas é um grande disseminador de notícias falsas e especialista em produzir fake news. Muitas vezes parte de fatos verdadeiros para construir informação inverídica.
Infelizmente é essa gente que tem conquistado corações e mentes de parte da sociedade viciada na tela do celular, e que passou a ter uma visão estreita do mundo ao seu redor. E o “pai da mentira” vai ganhando popularidade como se tivesse algo a oferecer para a sociedade brasileira.

