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Expressão

O que explica a alta da Selic e do dólar no Brasil

27 de dezembro de 2024 Expressão
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Ratos
Imagem meramente ilustrativa produzida com o uso de inteligência artificial
OPINIÃO

MANAUS – O jornalismo de economia no Brasil usa uma linguagem rebuscada, com termos e frases em inglês que a maioria dos jornalistas sequer entende. Trata-se de uma estratégia para que o leitor comum não compreenda o que está acontecendo. Eles falam para o “mercado!”, a quem prestam serviço. E repetem aquilo que o mercado quer dizer à população. Por isso, dizem, em resumo, que a elevação da taxa de juros (Selic) é necessária para controlar a inflação e que a alta do dólar é culpa do governo, que não fez um ajuste fiscal correto e satisfatório para “acalmar” o “mercado”.

Sobre o pacote fiscal, realmente, o governo não fez o que o “mercado” queria. O corte de gastos, que o jornalismo de economia aponta como a única saída possível para colocar a economia nos trilhos, vai gerar uma economia de menos de R$ 70 bilhões. Para um mortal brasileiro, R$ 70 bilhões é uma fortuna inimaginável. Mas para o “mercado”, representa uma ninharia.

Vejamos: todos os anos, o governo usa mais um terço do Orçamento da União para pagamento de juros e amortização da dívida. A amortização é o abatimento do valor devido, mas são os juros que consomem a maior parte desse dinheiro. Estamos falando em R$ 1,8 trilhão (isso mesmo, Um Trilhão e Oitocentos Bilhões de Reais).

O Orçamento da União em 2023, executado e pago, foi de R$ 4,36 trilhões. Só para juros e amortização da dívida foram R$ 1,89 trilhão (dados da Auditoria Cidadã da Dívida – O governo, que faz outro tipo de conta e suprime dados, diz que foram menos de R$ 1 trilhão).

Portanto, quem está acostumado a receber R$ 1 trilhão por ano sem dar um prego numa barra de sabão, não fica nada satisfeito em reivindicar mais e receber menos de R$ 70 bilhões, o que representaria um aumento de 7% ou de 3,7% se considerado o gasto de R$ 1,89 trilhão com a dívida em 2023.

A ladainha repetida pela grande mídia era de que o “mercado” estava “nervoso” com a possibilidade de o Congresso Nacional “desidratar” o ajuste fiscal do governo. Vejam a palavra “desidratar”… Nada comunica, a não ser para o mercado.

Diante desse cenário, entra em campo o Banco Central, e aumenta a taxa de juros de 11,25% para 12,25% ao ano. O que isso representa? Uma bolada de presente para o “mercado”. A cada ponto percentual acrescido aos juros, os especuladores que se alimentam do rentismo no Brasil são premiados com algo na casa dos bilhões. O aumento da taxa de juros eleva o montante da dívida, e todos os especuladores ficam felizes. O investimento na produção de riqueza cai. O país fica estagnado.

Mas só a elevação da taxa de juros é insuficiente. Por isso, os especuladores resolveram atacar de outra forma, promovendo a fuga de dólares. Com isso, a moeda brasileira, o real, despencou em relação à moeda americana. O que isso representa? Aumento de preços no Brasil, puxando a inflação para cima, e dando motivo ao Banco Central aumentar ainda mais a taxa de juros.

O mesmo Banco Central, para tentar conter a fuga de dólares e o aumento do valor da moeda americana frente à brasileira, colocou à venda US$ 33 bilhões, o que representa R$ 198 bilhões. Esse dinheiro é das reservas brasileiras, dinheiro do povo brasileiro, que serviu apenas para alimentar a fome do “mercado”, mas não resolveu o problema. O dólar se mantém acima de R$ 6.

O ex-ministro Ciro Gomes afirma que o Brasil sofre um ataque especulativo praticado por criminosos. Está correto. Mas o governo brasileiro tem ajudado a manter esse sistema, que não é novo. Vem desde Fernando Henrique Cardoso.

No governo passado, o “mercado”, mesmo com todos os problemas na economia, se manteve calmo e a taxa de juros controlada, mas havia naquele governo a promessa de venda de empresas estatais, como foi feito. E o dinheiro foi torrado todo com o pagamento de juros da dívida.

Mas não se enganem, todos os governos, desde Michel Temer, aumentam ano a no o montante de recursos para pagamento da dívida, e ela só aumenta. Vejamos os números: em 2015 (governo Dilma), a dívida pública fechou o ano em R$ 2,79 trilhões. Em 2016 (Dilma, depois Temer), subiu para R$ 3,11 trilhões. Em 2017, R$ 3,55 trilhões. E em 2018, 3,82 trilhões.

Nos quatro anos do governo Bolsonaro, a dívida pública saltou para R$ 5,95 trilhões. E neste ano, o segundo do governo Lula, a dívida alcançou R$ 7 trilhões em outubro.

Nesse período de nove anos, o Brasil já torrou mais de R$ 10 trilhões com pagamento de juros da dívida e ela deve fechar o ano quase três vezes maior do que em 2015.

O que está ocorrendo no Brasil é um roubo institucionalizado do dinheiro público pelos especuladores criminosos, mas duto dentro da lei.

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Assuntos banco central, brasil, Dólar, economia, Selic, taxa de juros
Valmir Lima 27 de dezembro de 2024
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