
MANAUS – É comum, na virada do ano, as pessoas traçarem planos para alcançar algum objetivo, uma virada também na vida — trocar de profissão, de cidade, abrir um negócio novo, malhar na academia, perder peso, abandonar hábitos ruins para a saúde, como o sedentarismo ou o cigarro, ou substituir qualquer coisa que não esteja funcionando bem por um estilo de vida mais saudável.
Outros optam pelo caminho do autoconhecimento, aprendendo a ser menos ansiosos, mais saudáveis, mais felizes, mais produtivos e mais leves. No início, tudo funciona bem, mas, de vez em quando, vêm os reveses naturais da jornada e bagunçam tudo, como o rebojo do mar tentando te levar de volta para o seu Eu antigo, trazendo de volta aquele seu lado ansioso, que reclama, que se compara com tudo e com todos, que critica, que te faz se sentir menor, que procrastina, numa espécie de autossabotagem.
A mente humana gosta de novidade. É por isso que nos excitamos diante do novo. Mas ela também é muito apegada ao conhecido, e esse é um paradoxo porque, ao mesmo tempo em que o novo nos excita, ele nos dá medo. Trata-se de um mecanismo de sobrevivência do nosso cérebro para nos proteger das surpresas e perigos do desconhecido.
Segundo Lucia Barros, criadora e mentora do curso de Reprogramação Geral da Presença (RGP), muitas vezes deixamos de fazer o que poderia nos levar para um próximo passo maravilhoso na nossa vida para ficarmos presos na mesmice. “A gente sabe que não está funcionando como gostaria, mas tem medo de mudar, de transformar, de crescer. A gente tem medo de ficar maior”, observa.
Em uma de suas aulas de RGP, Lucia, que também é especialista em Ciência da Felicidade, conclui que é normal que isso aconteça, mas que não precisa ser assim. “É nessa hora que você precisa lembrar que o que a vida está pedindo de você é coragem. A coragem para ser mais, a coragem para expandir as suas potencialidades, a coragem para desenvolver, sem amarras, o seu potencial”.
Sobretudo, conclui, é preciso disposição para nos adaptarmos ao que seja necessário quando buscamos o crescimento, sem medo, com resiliência, celebrando e compartilhando cada passo da jornada ao encontro do nosso Eu Maior.
Roseane Mota é jornalista, formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e aluna do programa mentorado Bússola Executiva. É servidora pública do quadro efetivo do Estado e coordenadora de Comunicação na Unidade Gestora de Projetos Especiais - UGPE, do Governo do Amazonas.
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