
Por Eduardo Rodrigues, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), divulgou nota nesta terça-feira (23) para esclarecer que seus encontros com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ocorreram em virtude da aplicação da Lei Magnitsky sobre ele pelo governo dos Estados Unidos.
As declarações de Moraes ocorrem após a publicação de informações de que ele supostamente teria pressionado Galípolo e a autoridade monetária a aprovarem uma solução para o Banco Master, que acabou sendo liquidado pelo BC em 18 de novembro.
A nota do ministro do STF não cita o caso Master.
A informação sobre a conversa entre Moraes e Galípolo foi publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. O presidente do Banco Central ainda não se manifestou sobre o assunto.
Moraes informa ainda que, no mesmo contexto da Magnitsky, falou com a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, além do presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, o presidente do BTG, Roberto Sallouti, além de vice-presidentes de Bradesco e Itaú.
“Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, completou Moraes.
Banco Central
Também em nota, o Banco Central confirmou que manteve reuniões com o ministro Alexandre de Moraes. A autarquia informou que os encontros ocorreram para “tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky”. O comunicado não detalha quais membros do BC se encontraram com o ministro.
A declaração foi divulgada após informações do jornal O Globo apontarem que o ministro teria pressionado o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e o BC a aprovarem uma solução para o Banco Master, liquidado pela autoridade monetária em 18 de novembro. O comunicado do BC não menciona o caso.
