
Do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz Maciel, reafirmou nesta quinta-feira (15), em diferentes momentos de declaração na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado, que foi o governo Lula quem “mandou chamar a polícia para acabar com fraude do INSS”.
A frase foi repetida por Wolney enquanto ele respondia a questionamentos de dois senadores da oposição, Sergio Moro (União-PR) e Eduardo Girão (Novo-CE), sobre suposta omissão do governo Lula ante as fraudes.
Em resposta, Wolney frisou que as empresas sob investigação da Polícia Federal se “estabeleceram” durante o governo Jair Bolsonaro.
O ministro frisou ainda que assumiu o cargo “consciente” da tarefa que enfrentaria. Diz querer “virar a página, ressarcir aposentados e encontrar os culpados”.
As declarações foram realizadas durante participação do ministro em sessão da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado para prestar informações sobre as fraudes relacionadas a descontos não autorizados por aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O pedido de audiência foi feito pelos senadores Sergio Moro, Dr. Hiran (PP-RR), Eduardo Girão e Marcos Rogério (PL-RO).
Ressarcimento
Wolney Queiroz Maciel reiterou que recebeu o comando do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de apurar até “as últimas consequências” as fraudes no INSS. A determinação do chefe do Executivo foi para que nenhum aposentado saia no prejuízo, relatou o ex-deputado.
Ele disse que as fraudes sob investigação da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União não são fraudes do INSS, mas “ao INSS e aos aposentados”. Segundo o ministro, o pedido para “cuidar dos aposentados” ocorreu na reunião em que foi acertado que Wolney assumiria a pasta.
Maciel considerou as fraudes descobertas no INSS “um assunto de extrema gravidade para o qual fui convocado a ser parte da solução”.
