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zmanchete

Ministra Luciana Lóssio tem cinco sessões para julgar o processo de José Melo no TSE

18 de abril de 2017 zmanchete
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O governador José Melo também afirma que havia corrupção no governo de Eduardo Braga (Foto: Bruno Zanardo/Secom)
O governador José Melo também afirma que havia corrupção no governo de Eduardo Braga (Foto: Bruno Zanardo/Secom)

Por Rosiene Carvalho, da Redação

MANAUS – A ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luciana Lóssio, que pediu vista no dia 23 de março e suspendeu o julgamento do processo que pede a cassação do governador José Melo (Pros), tem exatas cinco sessões para dar o  voto sobre o caso e retomar a análise do processo. Isso porque o mandato de Luciana Lóssio no TSE termina no dia 5 de maio.

Contrariando as expectativas iniciais dos advogados de José Melo e de Eduardo Braga, em Brasília, de que o julgamento do caso ia ser retomado na sessão desta terça-feira, 18, o processo não foi posto em pauta. Aliados de Braga e de Melo preveem que o processo irá a julgamento no dia 27 de abril.

Em geral, o TSE realiza duas sessões por semana: às terças e quintas-feiras. Deste modo, Luciana Lóssio teria cinco sessões para levar o caso a julgamento antes de deixar o TSE:  a sessão desta quinta-feira, 20; as duas possíveis da próxima semana, entre as quais a do dia 27 de abril; e as duas sessões de maio antes do fim do mandato, considerando que as sessões serão na terça e quinta, porque o dia 5 de maio será uma sexta-feira.

A ministra pediu vista e suspendeu o julgamento após o voto do ministro Napoleão Nunes Maia, favorável a José Melo. Luciana, na ocasião, disse que sua intenção era levar o voto o mais breve possível. Caso não leve o processo a julgamento, o caso será herdado por seu sucessor a quem caberá dar seguimento ao julgamento de Melo. Nenhum dos dois lados interessados na causa aposta que Lóssio deixará o TSE sem votar no processo do governador.

Relembre a denúncia

A acusação afirma que dinheiro público foi desviado dos cofres do Estado, durante a Copa do Mundo, para compra de votos na campanha de José Melo por meio da ONG ANSD da empresária Nair Blair, num repasse de R$ 1 milhão sem qualquer contrato público com a empresa.

Nair foi flagrada pela PF (Polícia Federal) numa reunião no comitê de campanha de Melo com pastores de igrejas evangélicas. Nesta e em outras ocasiões, Nair foi apresentada como uma pessoa da convivência e confiança do governador José Melo. No dia da ação da PF, foram apreendidos recibos e cerca de R$ 7 mil com Nair Blair. A prisão dela ocorreu num momento em que, segundo a PF, ela atendia pessoas de forma reservada em uma sala do comitê de campanha.

Os recibos, segundo a acusação, mostravam doações para compra de túmulo, eventos GLS e de igrejas, compra de óculos, transporte de eleitores do interior, entre outras coisas. Na denúncia, o irmão do governador e ex-secretário de Estado Evandro Melo é apontado como um dos operadores do esquema.

Voto favorável do relator no TSE superou expectativas da defesa do governador José Melo

 

Processo de Melo pode voltar a julgamento no TSE em um mês

TSE: aliados de Melo e Braga estão cautelosamente otimistas

 

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Assuntos Amazonas, Eduardo Braga, Henrique Oliveira, José Melo, julgamento, TRE, TSE
administrador 18 de abril de 2017
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