
O governador José Melo, em entrevista ao programa Nosso Encontro deste sábado, 25, disse que não crê em grupo de extermínio atuando em Manaus, no caso das 34 mortes registradas no fim de semana passado (de 17 a 20 deste mês). Complementando um comentário da apresentadora Baby Rizzato, que disse também não acreditar em grupo de extermínio, o governador disse: “Eu também não creio nessa história de grupo de extermínio, mas tem aí um grupo avaliando a situação toda para dar mais resposta à sociedade”. Melo voltou a dizer que “o pano de fundo” da ação que culminou com as 34 mortes foi o combate ao tráfico de drogas no Amazonas, com a entrada do delegado da Polícia Federal Sérgio Fontes na Secretaria de Segurança Pública. No entanto, até agora, passada uma semana dos assassinatos em série a polícia ainda não apresentou qualquer conclusão. Não custa lembrar que boa parte da munição usada nos assassinatos saiu de armas de uso exclusivo das polícias Civil e Militar.
Atirar primeiro
Em outro trecho da entrevista, a apresentadora comenda o fato de a polícia ser recebida à bala por bandidos e defende que o policial atire primei, no que o governador concorda. “A polícia tem que ser respeitada como autoridade. Negócio de receber polícia à bala… Que é isso? Como é que vai receber polícia à bala? Manda a polícia atirar primeiro, meu irmão. Não é não?”, diz Baby. O governador emendou: “Eu também concordo”. E Baby continuou: “O senhor me perdoe, mas acho que é por aí que a banda toca”. E Melo complementa: “Não, Baby: nesse aspecto nós somos dois doidos”.

