
Informação e Opinião
Por Valmir Lima, do ATUAL
MANAUS – É triste e preocupante a situação da seleção brasileira de futebol na disputa da Copa do Mundo da Fifa deste ano. A torcida acredita na conquista do hexacampeonato, mas grande parte dos brasileiros deposita em Neymar Jr. a esperança de ver a seleção comandada pelo italiano Carlo Ancelotti Cavaliere levantar a taça.
Neymar foi convocado sabe-se lá por quantas moedas de troca. Carlo Ancelotti tinha motivos de sobra para não o convocar para a Copa dos Estados Unidos, México e Canadá. Não estava jogando um futebol brilhante no Santos, depois de passar meses se recuperando de lesões. As apostas estavam divididas entre os que queriam ver Neymar na seleção da Copa e os que não queriam.
O anúncio dos convocados teve claque para gritar o nome do atacante do Santos. Depois da convocação, Ancelotti justificou que a ida de Neymar para o torneio mundial era vontade popular por onde ele passava, inclusive em outros países. Para um campeonato tão importante como a Copa do Mundo, não deve prevalecer a vontade popular, mas a capacidade técnica dos jogadores.
Depois da convocação, nos exames a que os jogadores foram submetidos, os médicos descobriram uma “lesão” na panturrilha de Neymar que o deixou fora dos treinos e dos amistosos preparatórios para a Copa.
Qualquer jogador teria sido cortado assim que a lesão fosse descoberta. Mas Neymar foi poupado do corte. A mesma sorte não teve Wesley, que foi lesionado durante o último amistoso, contra o Egito, e cortado no dia seguinte pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Os médicos da CBF afirmaram que a recuperação de Neymar seria rápida e que ele poderia até estrear na Copa contra o Marrocos. Não deu. Ficou a promessa de estrear na segunda partida da fase classificatória, contra o Haiti. Também não deu. Agora, as informações não oficiais dão conta de que o jogador do Santos só deve ser escalado na segunda fase do campeonato.
Sem Neymar a seleção brasileira, que chegou nos Estados Unidos como “favorita” pelos brasileiros, decepcionou a torcida ao empatar em 1 x 1 com a seleção do Marrocos. Outra adversária do Brasil no grupo C, a Escócia derrotou na estreia o Haiti, e ocupou a liderança.
A meta do Brasil deve ser a vitória nas próximas partidas, ou enfrentará dificuldades para passar para a próxima fase, mesmo caindo em um grupo considerado fraco. Se vencer o Haiti, e na hipótese de a Escócia perder o segundo jogo para Marrocos, o Brasil enfrentará no terceiro jogo uma Escócia disposta ao tudo ou nada para se classificar.
Se o empate do Brasil 1 x 1 Marrocos tivesse amparo na falta de sorte, ou seja, se a seleção de Ancelotti tivesse mostrado um bom futebol, mas perdido as chances de gols, a preocupação seria menor. O problema é que o time se mostrou desorganizado, sem criatividade, sem vontade de ganhar. Depois da partida, jogadores como o zagueiro Marquinhos ainda tiveram a coragem de dizer que “o empate faz parte”. Não deveria.
Mas a solução para a morosidade dos escolhidos de Ancelotti está na volta de Neymar, que tomou a vaga de jogadores tecnicamente mais preparados para disputar o torneio da Fifa.
A torcida ainda está segurando na mão da seleção brasileira e torcendo pelo hexa. Será que os escolhidos do italiano Ancelotti vão dar essa alegria para a torcida? E Neymar, com seu futebol em baixa, vai surpreender e brilhar na sua quarta Copa do Mundo? Será?

