
Do ATUAL
MANAUS – Advertido pelo MPAM (Ministério Público do Amazonas) sobre processo judicial em caso de paralisação do atendimento no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na zona centro-sul de Manaus, o ITO (Instituto de Traumato-Ortopedia do Amazonas) se comprometeu, nesta segunda-feira (23), em manter os serviços médicos no Natal e Ano Novo.
O comprometimento foi assumido em reunião com procuradores do MP, da Agir (Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde), empresa de gestão em saúde, e da Secretaria de Estado da Saúde. A Agir foi contratada para administrar o Complexo Hospitalar da Zona Sul, que inclui também o Instituto Dona Lindu. Pelo acordo, o ITO e a Agir retomarão conversas para negociar contratações.
O impasse, com ameaça de paralisação do atendimento, ocorreu a partir do novo modelo de gerência em que a gestora faz cotação de serviços e tem contratado outras cooperativas médicas, inclusive de fora do estado, diante da recusa das empresas de Manaus em firmar contratos com ela.
Antes da mudança, as contratações dos serviços para esses hospitais eram feitas pela Secretaria de Saúde do Amazonas, que priorizava as cooperativas do estado.
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O presidente do ITO, Fernando Abreu de Sá, negou as ameaças de paralisação. O instituto reúne 120 ortopedistas. “Vocês podem ficar tranquilos. O ITO nunca paralisou. Não existe nenhum objetivo de parar. Nós até aumentamos o número de plantonistas, pela alta da demanda que acontece no Natal e no Ano Novo”, disse Fernando Abreu.
“Colocamos um plantonista a mais no Platão e no João Lúcio, que são os hospitais onde ainda prestamos serviços. O atraso em pagamentos não vai impedir que a gente continue trabalhando, isso trataremos com o Estado. A reunião foi para confirmar que não haverá paralisação”, acrescentou.
A promotora Luissandra Chíxaro afirmou que o MPAM acompanhará a situação da saúde nos hospitais, de modo que o serviço, considerado essencial, não seja interrompido. “Ouvimos todos os envolvidos na questão. O ITO-AM garantiu que não paralisará as atividades. Na reunião, esclarecemos que, caso houvesse uma paralisação, os autores responderiam criminalmente. A nossa recomendação foi cumprida. Agora, nossa missão é acompanhar. O direito da população tem de ser garantido”, disse.
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