
Por Sofia Aguiar e Caio Spechoto, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma governança “republicana” com governadores de oposição. O presidente disse não querer saber se os gestores estaduais, citando Ratinho Júnior (Paraná) e Romeu Zema (Minas Gerais), são ligados a políticos de oposição.
“Temos que governar de forma republicana. Não quero saber se o Ratinho é ligado a fulano de tal, se Zema é ligado a fulano de tal. Quero saber que eles são governadores de um Estado que tem gente importante, Estado importante para o Brasil, e nós vamos fazer as coisas”, disse, em entrevista à Rádio T, do Paraná, nesta quinta-feira (15).
Agronegócio
Lula enalteceu os feitos de governos petistas no agronegócio e disse que nenhuma gestão federal fez tanto pelo setor como quando o Brasil esteve sob comandado do PT. Lula, porém, disse não ficar pensando se o agronegócio gosta dele, mas que investe no setor por ser seu dever como chefe do Executivo federal.
“Quando você governa, você não faz política esperando agradecimento. As pessoas do agro que não gostam de mim, não gostam do PT, dos Sem-Terra, da CUT, de muitas coisas”, comentou Lula.
“Desde meu primeiro mandato, passando pelo mandato da Dilma e minha volta agora em 2023, pode desafiar qualquer fazendeiro, qualquer ministro da agricultura que já trabalhou no governo, para saber se algum momento da história do país, um governo colocou tanto no dinheiro na agricultura como nós”, retrucou as críticas.
Lula, contudo, negou que os investimentos tenham como objetivo agradar o setor. “Eu faço porque o Brasil precisa disso, porque a agricultura é importante para o Brasil. Não fico pensando se o cara gosta de mim, eu faço porque tenho que fazer”.
