O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Tecnologia

Lei de direitos digitais gera temor de risco à livre expressão em Portugal

17 de julho de 2021 Tecnologia
Compartilhar
lisboa portugal
Lisboa, Capital de Portugal: lei de direitos digitais entra em vigor no país (Foto: Governo de Portugal/Divulgação)
Por Giuliana Miranda, da Folhapress

LISBOA – Em vigor a partir deste sábado a nova lei de direitos digitais em Portugal tem sido alvo de críticas devido a um potencial risco à liberdade de expressão. Especialistas em tecnologia, jornalistas, políticos e ONGs já manifestaram preocupação com o artigo 6º da regra, que pode levar a uma interpretação de que o Estado é o responsável por decidir se uma informação publicada na internet é verdadeira ou não.

O governo rechaça a possibilidade, mas a polêmica em torno da legislação, batizada de Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, já se instalou. O texto da lei estabelece o conceito de desinformação –”toda narrativa comprovadamente falsa ou enganadora (…) para obter vantagens econômicas ou para enganar deliberadamente o público”– e diz que qualquer um pode apresentar queixa sobre o tema numa entidade específica: a ERC (Entidade Reguladora da Comunicação Social).

Atualmente, a ERC, um órgão público com autonomia do governo, é responsável por supervisionar e regular veículos de imprensa. Com a nova regra, o escopo de abrangência da entidade seria expandido para informações publicadas online de uma maneira geral. Ou seja: o órgão, em última análise, poderia ter, a depender da interpretação, o poder de decidir o que é conteúdo considerado legítimo no país.

O texto prevê mecanismos de apoio à tomada de decisão sobre desinformação, como a criação de “estruturas de verificação por órgãos de comunicação social registrados” e a “atribuição de selos de qualidade por entidades fidedignas”, mas não especifica que órgãos seriam esses nem responde de que maneira manteria a isenção das entidades diante das verbas dadas pelo governo para realizar o trabalho.

Na avaliação do constitucionalista José Carlos Vieira de Andrade, em entrevista à agência Lusa, “os termos em que a lei está redigida, sobretudo por utilizar conceitos indeterminados, pode levar a uma restrição da liberdade de expressão”. Para o especialista, o artigo 6º pertence à “família das censuras”.

Presidente da Associação D3 (Defesa dos Direitos Digitais), o advogado Eduardo Santos considera que ainda é prematuro falar em risco à liberdade de expressão, mas faz críticas a esse ponto do texto.

“A solução proposta é usar a ERC, cujo papel é bastante criticado. É uma crítica comum dizer que ela não faz o suficiente para evitar algumas práticas menos boas na imprensa”, afirma. “A comunicação social é uma atividade muito regulada. Já a regulação na internet é muito mais difícil, é uma ordem de grandeza completamente diferente. Por isso é bastante discutível se conseguiremos revelar esse discurso por meio dos mesmos mecanismos a que estamos habituados na comunicação social”.

Diante da polêmica, o Sindicato dos Jornalistas de Portugal afirmou que pedirá à Procuradoria-Geral uma revisão da constitucionalidade do artigo. Além de indicar que a lei pode confundir o que é informação produzida por jornalistas profissionais e o que não é, o órgão critica o desvio de funções da ERC. Para o sindicato, a mudança “significaria desviar para uma entidade administrativa competências que são dos tribunais, como a de aferir a legitimidade do exercício da liberdade de criação e de expressão”.

Apesar da controvérsia, a legislação foi aprovada no Parlamento em abril, sem nenhum voto contrário – e apenas algumas abstenções. Só depois que a regra já havia saído da Casa que alguns partidos, como a Iniciativa Liberal, que se absteve na votação, passaram a criticar o artigo 6º.

No fim de junho, o Partido Socialista, maior bancada do Parlamento e legenda do premiê António Costa, apresentou um projeto de lei complementar para regulamentar os pontos mais questionados da lei, como o tipo de financiamento às instituições que apoiariam o combate à desinformação, e foi acompanhado por outras siglas, que deliberam iniciativas semelhantes.

“Nós costumamos dizer que o diabo está nos detalhes, e aqui não temos nenhum tipo de detalhes. Não havendo detalhes, estamos na área da especulação. É preciso uma outra legislação que desenvolva o artigo”, diz Eduardo Santos, presidente da D3. Ex-professor de direito constitucional, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa promulgou a lei, em maio, sem questionamento a possíveis restrições à liberdade de expressão. Questionado posteriormente sobre o assunto, defendeu a regra.

“Seria grave se o Estado fizesse censura, seria intolerável. E seria intolerável que, mesmo não fazendo censura prévia, fizesse censura a posteriori. Nunca promulgaria uma lei dessas, passei toda a minha vida a defender a liberdade de imprensa”, afirmou, em declarações a jornalistas.

O chefe de Estado comparou a atribuição dos selos de informações confiáveis às chancelas que atualmente existem em outras áreas, como no setor do turismo, que são concedidos por instituições de utilidade pública, mas não estatais. “Não é o Estado, só faltava que fosse o Estado a dizer. São outras entidades que o fazem. Vale o que vale, é uma opinião”, completou.

Apesar das críticas ao artigo sobre desinformação, especialistas veem pontos positivos na Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital, como o reforço do chamado direito de neutralidade da internet e o direito à cibersegurança. “Um pontos positivos é que consagra-se o dever do Estado de ter uma ligação de internet acessível e de qualidade disponível a todos”, diz Santos, presidente da D3.

Notícias relacionadas

‘Democracia está em nossas mãos’, afirma ministra Cármen Lúcia

MP-SP processa Amazon por coleta de íris de 400 mil pessoas no Brasil

Novo modelo de IA chinesa surpreende as big techs dos EUA

Portugal anuncia contratação do técnico Jorge Jesus, ex-Flamengo

Inclusão digital no Brasil ocorre pela metade, mostra estudo

Assuntos direitos digitais, liberdade de expressão, Portugal, risco
Murilo Rodrigues 17 de julho de 2021
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Cármen Lúcia afirma que a democracia não está nos palácios e gabinetes, mas nas ruas (Foto: Rovena Rosa/ABr)
Política

‘Democracia está em nossas mãos’, afirma ministra Cármen Lúcia

24 de julho de 2026
Esporte

Portugal anuncia contratação do técnico Jorge Jesus, ex-Flamengo

10 de julho de 2026
Mikel Merino, Espanha
Esporte

Espanha marca no fim, derrota Portugal e vai às quartas de final

6 de julho de 2026
Jogadores abraçam Cristiano Ronaldo, que marcou de pênalti gol de empate de Portugal (Foto: Fifa World Cup Media/X)
Esporte

Portugal vira, elimina a Croácia e encara a Espanha nas oitavas

2 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?