
Por Iolanda Ventura, da Redação
MANAUS – Com o surto no novo coronavírus em Manaus, a conclusão da obra de reforma da Ponte Antônio Plácido de Souza, que permite o acesso do Educandos ao Centro, na zona sul de Manaus, poderá ser adiada. Segundo a Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura), o prazo de entrega é maior deste ano – a ponte está interditada , para a conclusão da via interditada desde maio de 2018, mas dependerá do avanço da Covid-19.
No DOM (Diário Oficial do Município) do último dia 23 deste mês consta a suspensão do contrato celebrado entre o Município de Manaus e a Empresa Procec Engenharia desde o dia 1º de abril até decisão posterior. A empresa foi contratada para executar a obra por R$ 5,2 milhões.
Consultada, a Seminf explica que a suspensão do contrato não implica a paralisação das obras, que estão sendo realizadas, mas com menos trabalhadores para evitar aglomeração e prevenir contra o contágio pelo vírus.
Trata-se, segundo a Secretaria, de uma parada técnica, recurso para que a empresa não perca o prazo de entrega da construção. Isso significa que os operários seguem realizando a manutenção, mas sem implicar o cumprimento do cronograma em relação aos dias previstos.
Caso a Seminf julgue necessário alterar a data de entrega, os dias que estavam estabelecidos na previsão inicial não ultrapassarão aos estabelecidos no contrato, informou. Se forem 200 dias de obras, os dias de trabalho na parada técnica não são diminuídos desse total.

Na manhã desta segunda-feira, 27, a equipe de reportagem do ATUAL esteve na Ponte de Educandos e constatou que os serviços de manutenção seguem como informados pela Seminf, com quantidade de pessoal reduzida.
A travessia foi interditada em maio de 2018 para carros pesados após a decisão do juiz Paulo Fernando de Britto Feitoza, da 1ª Vara da Fazenda Pública Municipal, que determinou o fechamento da ponte e a recuperação da estrutura devido ao risco de desabamento. Em janeiro deste ano, a interdição foi total. Com 40 anos de existência, a reforma da ponte ocorreu pela primeira vez devido à intervenção da Justiça.
(Colaborou Murilo Rodrigues)
