
Por Aguirre Talento, do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa nesta terça-feira (29) na Itália. A informação foi confirmada pela Polícia Federal e pelo Ministério da Justiça.
Zambelli foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a dez anos de prisão por ter pedido a um hacker a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, para emitir um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes.
A pena estabelecida pela Primeira Turma do STF foi de dez anos de prisão, em regime inicial fechado, no julgamento realizado em maio deste ano. Depois da condenação, Zambelli fugiu para o exterior.
O STF pediu à Itália a extradição dela, para o cumprimento de pena no Brasil. Por isso, a polícia italiana cumpriu sua prisão. Entretanto, a Justiça italiana ainda deve abrir um processo para decidir se determinará a extradição da deputada. Ela possui cidadania italiana.
Além da condenação pela invasão ao sistema do CNJ, Zambelli é ré por empunhar uma arma contra um homem na véspera do segundo turno da eleição presidencial de 2022. O julgamento por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal foi suspenso por pedido de vistas do ministro Nunes Marques, mas já há maioria entre os ministros do Supremo para condená-la.
O episódio que originou o processo ocorreu em um sábado, 29 de outubro de 2022, na véspera do segundo turno da eleição presidencial. Zambelli foi filmada com a pistola em punho, atravessando uma faixa de pedestres, enquanto perseguia um homem, identificado mais tarde como o jornalista Luan Araújo. Para fugir, Luan entrou em um restaurante. A deputada também entrou no estabelecimento e, ainda empunhando a arma, mandou o homem deitar no chão.
Segundo os relatos, a confusão, em que um tiro chegou a ser disparado, começou com um bate-boca, e Zambelli reagiu após ouvir que “amanhã é Lula” e “vocês vão voltar para o bueiro de onde não deveriam ter saído, seus filhos da p*”.
