
MANAUS – Pré-candidato é um termo equivocado usado no Brasil para os pretendentes às disputas eleitorais. Enquanto os representantes dos partidos se apresentam como pré, o eleitor não pode confiar que serão candidatos. A disputa só começa, de fato, após as convenções partidárias.
O prazo para a realização de convenções foi aberto nesta segunda-feira, 31, e termina no dia 16 de setembro. Até lá ninguém é candidato. E é exatamente nesse período que ocorrem coisas inimagináveis. No Amazonas se criou até uma frase muito comum nesse período: “boi voa”.
Grande parte dos partidos lançam seus pré-candidatos para, no período das convenções, negociar acordos com os partidos que realmente têm candidatos competitivos. É esse balcão de negócios que se formam nesse período que justifica a criação e manutenção de tantos partidos no Brasil. São 33 com registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Nas eleições deste ano, o país vai testar pela primeira vez a eleição proporcional sem coligações. Cada partido terá que concorrer com seus próprios candidatos. O mesmo não acontece na disputa pelas prefeituras. Neste caso, as coligações estão liberadas.
Por conta da possibilidade de coligar, os partidos devem avaliar até o dia 16 de setembro a melhor estratégia.
Há pelo menos cinco candidatos a prefeito de Manaus que se identificam com a política e com as ideias do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). E já há um momento nesse grupo para a formação de uma coligação.
No campo da esquerda, também há movimentos para se reduzir os número de candidatos a prefeito. Talvez não será possível, de novo, uma tão falada “frente ampla”, mas alguns partidos que já anunciaram pré-candidatos devem retirar a indicação para apoiar um candidato mais competitivo.
Para o eleitor é bom que haja um leque de opções, mas o excesso de candidaturas, como já foi dito neste espaço, é ruim para o processo eleitoral e para o debate saudável. Até o dia 16, o eleitor ficará sabendo entre quantos candidatos poderá escolher o seu próximo prefeito.

