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MANAUS — O senador Eduardo Braga (MDB) afirmou, em entrevista à TV Norte nesta segunda-feira (15), que espera estar ao lado do senador Omar Aziz (PSD) e do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), nas eleições de 2026. Segundo ele, a união política tem como foco fortalecer o Amazonas e ampliar investimentos no estado.
“A minha relação com o prefeito David é muito boa, não tenho nenhum problema, ao contrário. O que eu quero é ajudar o povo de Manaus. Meu compromisso é com o povo de Manaus”, declarou Braga.
Sobre Omar Aziz, o senador destacou a parceria de longa data. “A minha relação com o senador Omar é muito antiga. Ele foi meu vice-governador durante oito anos, depois me sucedeu como governador. É meu colega senador por quase 12 anos. Portanto, a minha relação é muito boa, e nós esperamos que estejamos todos juntos para fortalecer o Amazonas”, afirmou.
Durante a entrevista, Braga ressaltou o apoio do governo federal à capital amazonense. Ele disse que, em uma próxima visita a Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá inaugurar um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida e entregar a licença para obras na BR-319. O senador também comentou a reforma tributária e defendeu a manutenção da Zona Franca de Manaus no novo modelo fiscal.
No início do ano, Braga, Omar e David anunciaram que estariam juntos em 2026. Posteriormente, o prefeito afirmou que indicaria a filha, Fernanda Aryel Almeida, como vice em uma eventual chapa liderada por Omar. Nas últimas semanas, porém, houve um distanciamento político entre o senador e o prefeito. Pesquisa do Ipen, divulgada no fim de novembro, aponta David Almeida como principal adversário de Omar em um cenário que inclui a empresária Maria do Carmo Seffair (PL) e o vice-governador Tadeu de Souza (Avante).
Ao falar sobre a BR-319, Braga classificou a rodovia como estratégica para o país. “A BR-319 é uma obra estratégica porque interligará, finalmente, o Brasil do Oiapoque ao Chuí. É óbvio que esse licenciamento precisa ser acompanhado de preocupações ambientais, afinal somos o estado com a maior floresta preservada, mas não podemos ser penalizados por isso”, afirmou.
O senador também disse que a Prefeitura de Manaus não tem capacidade financeira para realizar sozinha investimentos em áreas de risco. “A prefeitura não consegue fazer esse tipo de investimento sozinha. Ela precisa do apoio do governo estadual e do governo federal. O governo federal está fazendo sua parte, mas, lamentavelmente, temos tido muitos problemas no apoio do governo do estado à cidade de Manaus”, disse.
Braga defendeu ainda o fortalecimento da representação política do Amazonas em Brasília para viabilizar novas fronteiras econômicas. Ele citou a indústria petroquímica, a exploração de terras raras — como as existentes na mina do Pitinga — e o potencial do estado para receber investimentos em data centers. “O mundo discute hoje terras raras e indústria 5.0. O Amazonas precisa estar inserido nesse processo, assim como esteve quando a Zona Franca passou a produzir bens de informática”, afirmou.
Sobre o Projeto de Lei da Dosimetria, Braga avaliou que o texto aprovado pela Câmara apresenta distorções. “Há exageros no que foi aprovado. Acabaram confundindo o que seria a dosimetria em diferentes tipos de crime e deturpando o conceito para tratar de crimes contra a democracia ou atos de tentativa de golpe”, disse.
Ao final, o senador afirmou que sua atuação política não é guiada por ideologia. “Eu não sou nem de esquerda nem de direita. Sou compromissado com o Estado do Amazonas e com o povo amazonense para que possamos trazer emprego, renda e desenvolvimento”, concluiu.
