O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Dia a Dia

Desigualdade gera risco de perda da guarda para mães que criam filhos sozinhas

24 de julho de 2026 Dia a Dia
Compartilhar
mulheres e crianças
Estudo mostra vulnerabilidade de mães que criam filhos sozinhas (Foto: Divulgação/Semcom)
Da Agência CNJ

BRASÍLIA – As mães que criam seus filhos sozinhas são as mais atingidas pelos processos de acolhimento institucional. Esse fenômeno é analisado em estudo publicado na primeira edição do Volume 10 da e-Revista CNJ, onde duas pesquisadoras investigam como situações de pobreza e ausência de uma rede de apoio acabam sendo interpretadas pelo sistema de Justiça como “negligência”. Essa leitura aumenta as chances de que essas mulheres percam a guarda e de que seus filhos sejam encaminhados para adoção de forma acelerada.

No artigo intitulado “Acolhimento de Crianças e Adolescentes, Destituição do Poder Familiar e Monoparentalidade Feminina: uma análise a partir de dados disponíveis no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA)”, as pesquisadoras Isabely Fontana da Mota e Janaína Dantas Gomes concluem que mães em situação de monoparentalidade estão sobrerrepresentadas nos acolhimentos e enfrentam maior risco de ruptura definitiva dos vínculos familiares.

Para as autoras, em vez de priorizar a reintegração, o sistema tende a encaminhar essas crianças para adoção, revelando como desigualdades sociais e falta de políticas públicas se transformam em critérios implícitos para a separação entre mães e filhos.

Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, levantados pelas pesquisadoras revelam que crianças de até dois anos registradas apenas com o nome da mãe são retiradas da família com maior rapidez e encaminhadas para adoção em menos tempo.

De acordo com as autoras do estudo, isso acontece porque, nesses casos, há menos esforço institucional para tentar a reintegração familiar. Em outras palavras, quando só a mãe aparece no registro, o sistema tende a considerar mais rapidamente que a adoção é a solução.

No artigo, as pesquisadoras Isabely Fontana da Mota e Janaína Dantas Gomes cruzam os registros disponíveis no SNA e com dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que apontam, por exemplo, o número de crianças registradas sem o nome do pai.

A partir desse conjunto de dados, elas identificam que crianças de até dois anos registradas apenas com o nome da mãe são retiradas da família mais rapidamente e encaminhadas para adoção em menos tempo, justamente porque há menos esforço institucional para tentar a reintegração familiar.

O motivo mais comum para o acolhimento é classificado como “negligência”. Esse termo técnico significa que o cuidado oferecido à criança foi considerado inadequado. Mas, na prática, essa categoria funciona como um guarda-chuva que abarca situações de pobreza, falta de rede de apoio, moradia precária e ausência de políticas públicas. Em vez de reconhecer que essas condições são fruto de desigualdade estrutural, o sistema acaba responsabilizando individualmente as mães.

Vulnerabilidade

Outro ponto levantado pelo estudo é que mulheres em situação de rua ou em vulnerabilidade extrema enfrentam obstáculos para registrar seus filhos logo após o nascimento. Essa dificuldade acelera a retirada das crianças, muitas vezes ainda no hospital. Embora o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tenha estabelecido que estar em situação de rua não pode ser motivo suficiente para perda do poder familiar, na prática essas mães continuam sendo alvo de maior vigilância e intervenção.

O artigo faz um paralelo com a ideia de justiça reprodutiva, que defende o direito de ter filhos e criá-los em condições dignas. Na prática, isso significa que o Estado não deve apenas evitar interferências indevidas, mas também garantir políticas públicas que sustentem o cuidado, como acesso a creches, programas de renda e serviços de apoio. Sem essas condições, a vulnerabilidade social acaba sendo usada como justificativa para a retirada das crianças.

As autoras apontam ainda que uma noção de governança reprodutiva, que descreve como instituições estatais e sociais influenciam ou controlam práticas relacionadas à reprodução e ao cuidado. Nesse contexto, o acolhimento institucional e a destituição do poder familiar não aparecem apenas como medidas de proteção, mas também como mecanismos que reforçam desigualdades sociais, atingindo de forma desproporcional famílias pobres e racializadas.

Mudança de paradigma

O estudo recomenda mudanças no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Entre as quais estão, a melhoraria da forma como os motivos de acolhimento são registrados, diferenciando situações de violação de direitos das que decorrem da falta de políticas públicas. Além disso, sugere incluir informações sobre condições socioeconômicas e redes de apoio, para que o sistema tenha uma visão mais completa da realidade das famílias.

De um modo geral, a pesquisa mostra que o acolhimento institucional, em vez de apenas proteger crianças em risco, muitas vezes acaba reproduzindo desigualdades e acelerando rupturas familiares. Para mudar esse cenário, conforme explicam as autoras, é preciso deslocar o foco da suposta incapacidade das mães para as condições concretas em que o cuidado acontece, garantindo políticas públicas que sustentem o direito à convivência familiar e comunitária.

Leia o estudo na íntegra.

Notícias relacionadas

Amom vai acionar o MP após 2° caso de agressão contra autista em Manaus

Indígenas Korubo assustam moradores no Amazonas; Funai nega ameaça

Sociedade de Imunizações lança vacinação contra vírus VSR

Etam é habilitada em outra licitação para obras na BR-319

Idosa que caiu em buraco ganha R$ 10 mil de concessionária de água

Assuntos CNJ, Desigualdade, destaque, filhos, guarda compartilhada, mãe solteira
Cleber Oliveira 24 de julho de 2026
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Vacina protege contra bronquiolite e pneumonia (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Saúde

Sociedade de Imunizações lança vacinação contra vírus VSR

31 de julho de 2026
BR-319
Dia a Dia

Etam é habilitada em outra licitação para obras na BR-319

31 de julho de 2026
A Justiça condenou a empresa a pagar R$ 10 mil por danos morais à vítima (Foto: Ilustrativa/reprodução/Águas de Manaus
Dia a Dia.

Idosa que caiu em buraco ganha R$ 10 mil de concessionária de água

31 de julho de 2026
O trabalhador do povo Mayuruna conseguiu receber os valores durante a ação de Justiça Itinerante do Tribunal Regional do Trabalho (Foto: Divulgação)
Dia a Dia

Juíza garante direitos trabalhistas a indígena por dificuldade de acesso à Justiça

31 de julho de 2026

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?