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Dia a Dia

Âmbar diz que troca de cabos de energia em Manaus é necessária

18 de setembro de 2026 Dia a Dia
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Troca de fiação de energia feita pela Âmbar Energia em Manaus (Imagem: Divulgação/Instagram)
Do ATUAL

MANAUS – A Âmbar Energia afirmou nesta sexta-feira (18) que a substituição de cabos de alta tensão no Amazonas é necessária e faz parte do processo de “modernização da rede elétrica”. O serviço inclui a troca de “cabos nus de alumínio por modelos revestidos, também de alumínio”. Segundo a empresa, a medida busca aumentar a segurança da linha de transmissão e reduzir falhas no fornecimento.

A explicação ocorre após a Justiça Federal do Amazonas, proferida nesta quinta-feira (17), determinar a suspensão imediata da substituição de ramais, fios e cabos por condutores de alumínio em toda a área de concessão.

A ordem vale até que sejam apresentados dados técnicos e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) se manifeste sobre a regularidade do programa. A decisão ressalva serviços de emergência, reparos indispensáveis, intervenções necessárias à segurança e ligações novas.

A empresa esclarece que assumiu a concessão há cinco meses com o “compromisso de melhorar a distribuição de energia no estado”. A concessionária afirmou que a modernização da rede havia sido suspensa temporariamente na última sexta-feira (11) e que prestará os esclarecimentos necessários aos órgãos competentes.

A empresa disse ainda que o procedimento é realizado de acordo com normas e práticas técnicas e que a substituição dos cabos não altera o consumo nem a tarifa paga pelos consumidores.

Decisão

Na decisão, o juiz federal Ricardo A. Campolina de Sales também considerou que o uso de alumínio em redes de distribuição não é, por si só, o objeto da controvérsia. Segundo ele, é necessário verificar se o conjunto instalado em cada unidade, incluindo cabo, seção nominal, conectores e terminações é compatível com a corrente que será utilizada.

“A segurança compõe o conceito legal de adequação”, afirma o juiz ao tratar das obrigações da concessionária na prestação do serviço de energia elétrica.

Justiça determina apuração

Além da suspensão, a decisão determina que a Aneel instaure, em até 30 dias, um processo de fiscalização para apurar ocorrências registradas desde abril, entre elas trocas de condutores, incêndios, oscilações, interrupções e o apagão de 20 de agosto. Caso sejam encontradas irregularidades, a agência deverá abrir também um processo punitivo.

A decisão determina que a Aneel “instaure procedimento de fiscalização” para apurar as ocorrências e, se forem constatadas irregularidades, “instaure processo administrativo sancionador” contra os responsáveis.

A agência também terá de concluir a análise do apagão de 20 de agosto, garantindo à empresa o direito de se manifestar, e avaliar uma representação apresentada pelo senador Eduardo Braga. Até que a Aneel conclua essas análises, a classificação feita pela própria concessionária não poderá ser usada para retirar as ocorrências dos indicadores de continuidade e das compensações aos consumidores.

“A classificação unilateral pela concessionária não poderá, por si só, produzir efeitos para excluir o evento dos indicadores de continuidade e das compensações” até a manifestação da agência, determina o magistrado.

A Âmbar também deverá calcular e creditar nas contas de energia as compensações previstas nas regras do setor. A empresa terá ainda analisar pedidos de ressarcimento relacionados a incidentes ocorridos em 2026, exceto quando a Aneel concluir que determinado evento não teve relação com a concessionária.

A decisão determina também que a Âmbar divulgue, em até dez dias, o Plano de Ação previsto no terceiro termo aditivo, além de relatórios de acompanhamento e documentos que comprovem o aporte de capital e a contratação do quadro diretor. A Aneel terá 15 dias para informar se o programa de substituição de condutores fazia parte do planejamento da distribuição e quais eram os critérios técnicos, cronograma e investimentos previstos.

Em caso de descumprimento, o juiz fixou multa de R$ 1 milhão por dia para a Âmbar. Para cada unidade consumidora em que ocorrer uma substituição proibida pela decisão, a multa será de R$ 10 mil.

Ao justificar as medidas, a decisão afirma que “a segurança compõe o conceito legal de adequação”, destacando que a avaliação do serviço não deve considerar apenas a continuidade do fornecimento, mas também as condições de segurança da rede.

Leia também:

Justiça proíbe substituição de cabos de energia pela Âmbar em Manaus

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Justiça proíbe substituição de cabos de energia pela Âmbar em Manaus

Assuntos Âmbar Energia, Apagão, energia, Justiça Federal, linha de transmissão de energia, Manaus, manchete, modernização, rede elétrica
Feifiane Ramos 18 de setembro de 2026
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