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Política

Deputada quer proibir inscrição na OAB de bacharel condenado por violência contra a mulher

26 de março de 2025 Política
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Deputada Silvye Alves apresentou projeto sobre bacharel em direto condenado por violência contra a mulher (Foto: Mario Agra/Agência Câmara)
Deputada Silvye Alves apresentou projeto sobre bacharel em direto condenado por violência contra a mulher (Foto: Mario Agra/Agência Câmara)
Da Agência Câmara

BRASÍLIA – A deputada federal Silvye Alves (União-GO) apresentou o Projeto de Lei 4912/24 em que defende a proibição de inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de bacharéis em Direito condenados, com trânsito em julgado, por violência contra a mulher, incluindo violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, assédio sexual e moral, e outras condutas lesivas à dignidade da mulher.

“O projeto busca assegurar que a advocacia seja exercida por profissionais cujo comportamento esteja alinhado com os valores da dignidade humana e o respeito aos direitos das mulheres”, alega a deputada. 

Segundo a parlamentar, a intenção é prevenir contra a atuação de indivíduos com histórico de violência doméstica “em um ambiente que exige elevado compromisso ético”.

Em análise na Câmara dos Deputados, o texto determina que, no momento da inscrição do bacharel, a OAB consulte o sistema de justiça criminal para saber se há condenação criminal por violência contra a mulher. 

Reabilitação

Após o cumprimento integral da pena e a extinção da punibilidade, o bacharel poderá solicitar a inscrição na OAB. Ele deverá comprovar que não reincidiu e que houve reabilitação no exercício de sua cidadania. 

A OAB poderá, a seu critério, realizar diligências ou solicitar informações adicionais para verificar a veracidade das declarações do candidato. 

A inscrição será indeferida, mesmo que a condenação tenha sido extinta, caso existam elementos que evidenciem a persistência de uma conduta incompatível com os deveres da advocacia, incluindo aqueles relacionados à dignidade, ética e moralidade que regem a profissão.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, tem que ser aprovada pela Câmara e pelo Senado Federal. 

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Assuntos advogado, OAB, Silvye Alves, violência contra a mulher
Cleber Oliveira 26 de março de 2025
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