
Do ATUAL
MANAUS – A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (11) a Operação Triunvirato para desarticular esquema criminoso envolvendo a venda ilegal de bens apreendidos, como madeira e cassiterita, além do pagamento de propina e lavagem de dinheiro no município de Humaitá (a 591,33 quilômetros de Manaus).
A investigação revelou um esquema de corrupção que contava com a participação de um delegado da Polícia Civil do Amazonas, um secretário municipal de Infraestrutura e um advogado. Segundo a PF, os envolvidos utilizavam-se de suas posições de confiança para desviar e comercializar bens apreendidos pela Polícia Rodoviária Federal e que eram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Humaitá.
Na delegacia, os proprietários dos bens apreendidos, através do advogado, realizavam pagamento de propina para o delegado a fim de reaver o material.
A PF informa que além de enganar o Ministério Público e o Poder Judiciário, os envolvidos simulavam a destinação das apreensões à Secretaria Municipal de Obras em Humaitá, em conluio com o secretário da pasta.
O trabalho investigativo apontou, ainda, a venda ilegal de aproximadamente três toneladas de cassiterita, minério usado na produção de estanho. A cassiterita também estava sob custódia da Polícia Civil.
Os suspeitos utilizavam empresas de fachada para ocultar a origem dos valores ilícitos. O esquema gerou prejuízos significativos ao patrimônio público e ao meio ambiente, segundo a PF.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 1 mandado de prisão preventiva contra o delegado, além do sequestro de bens no valor R$ 10 milhões.
As ações ocorreram simultaneamente em Manaus, Itacoatiara/AM e Humaitá, visando a coleta de provas e a desarticulação do grupo criminoso.
Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com penas que poderão chegar a 34 anos de reclusão.
A PF não divulgou os nomes dos suspeitos.
