
Por Pepita Ortega, Lavínia Kaucz e Gabriel Hirabahasi
BRASÍLIA – O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, finalizou às 18h14 (de Brasília) desta quinta-feira (11), seu voto pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sete de seus aliados.
Com o último voto na Primeira Turma, o STF encerrou a fase principal do julgamento com um placar de 4 a 1 pela condenação do núcleo crucial do golpe. Agora, os ministros discutem a dosimetria das penas. O relator Alexandre de Moraes começou ainda nesta quinta relatar as considerações sobre o que pesa contra cada um dos acusados.
Cristiano Zanin afirmou que “não é crível” que o ex-presidente Jair Bolsonaro não tivesse anuído à elaboração do decreto da minuta do golpe e de discurso de “posse”, que seria supostamente lido, após a concretização do golpe de Estado em 2022.
Segundo Zanin, o ex-presidente estava ciente de todas as ações dos outros integrantes da organização criminosa, “anuindo” a cada passo e até “tomando a frente para conclamar a população” a adotar “atos concretos” pela ruptura institucional. “Era o líder a ser seguido pelos demais integrantes da organização criminosa”.
As ponderações ocorreram enquanto Zanin finalizava a conclusão de seu voto sobre as imputações feitas a Jair Bolsonaro. Antes disso, o ministro já havia encaminhado seu voto pela condenação do ex-presidente e de seus aliados, tornando Bolsonaro o primeiro ex-chefe do Executivo a ser condenado por golpe de Estado. “Julgo procedente a pretensão punitiva em relação a este réu”, apontou Zanin.
