
A instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na ALE (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas) para investigar os contratos da Afeam (Agência de Fomento do Estado do Amazonas) vai depender de dois fatores: o rito burocrático e a vontade dos deputados estaduais em apurar denúncias de aplicação irregular de dinheiro da autarquia. O rito burocrático começou a ser cumprido. Nesta quinta-feira, o pedido da CPI foi encaminhado pelo presidente em exercício da ALE, Belarmino Lins (Pros) à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) dois dias depois de apresentado pelos deputados Alessandra Campêlo (PMDB), José Ricardo (PT), Wanderley DalLas (PMDB), Luiz Castro (Rede) e Vicente Lopes (PMDB). A CCJ tem cinco dias, a contar da data do recebimento, para emitir um parecer. Já a vontade dos parlamentares é sempre imprevisível. Os autores do pedido são opositores, mas outros quatro deputados da base aliada do governador José Melo (PROS) assinaram o pedido.

