
Da Redação
MANAUS – Com 2.367.968 eleitores cadastrados e aptos a votar, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) encerrou nesta terça-feira, 10, em Tefé (a 522 quilômetros de Manaus), a revisão biométrica no Amazonas. O cadastro digital atingiu 97,33% dos eleitores no estado o que permite, segundo o Tribunal, realizar as eleições municipais de outubro com 100% dos votos por biometria.
Para registrar a digital dos eleitores, o TRE enfrentou um desafio logístico. Chegar a locais de difícil acesso. Foi o caso de Lábrea (a 852 quilômetros da capital). Para registrar eleitores da Comunidade Santa Fé, no município, foi necessário levar os equipamentos de barco num percurso de dois dias e meio. A viagem até Lábrea foi em um hidroavião.
Em Pauini (a 925 quilômetros de Manaus), a equipe precisou ir de avião até Rio Branco (AC) para chegar à Comunidade Céu do Mápia. O acesso foi de voadeira num percurso de 6 horas.
Segundo o TRE, o cadastramento só foi possível com a colaboração de prefeituras, câmaras de vereadores e moradores.
O juiz Leonardo Castanho, auxiliar da Presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), definiu a votação eletrônica como um processo complexo de coleta e totalização dos dados de votação, que garante que a vontade do eleitor seja demonstrada de forma fiel ao final do processo, que é confiável, seguro e rápido. Descreveu a biometria como a segunda fase desse procedimento, já que, além da confiabilidade do processo de coleta e totalização dos votos, agora se pode “garantir que o eleitor que deposita o seu voto na urna corresponde ao titular do direito à escolha de seus representantes”.
A biometria no Amazonas começou no dia 22 de abril de 2013. Presidente Figueiredo foi o primeiro município a fazer uso da tecnologia de identificação digital que, posteriormente, estendeu-se por mais seis municípios da Região Metropolitana: Careiro da Várzea, Itacoatiara, Iranduba, Novo Airão, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Careiro e Autazes. Nessas cidades, a leitura biométrica foi utilizada no processo eleitoral de 2014.
Apesar de possuir mais de 50% do eleitorado do Amazonas, Manaus ficou de fora da primeira fase do cadastramento, pois a intenção era cadastrar os eleitores da capital somente após as experiências obtidas nas cidades menores.
Na capital do Estado, a coleta biométrica começou em 2014, quando o eleitorado de Manaus começou a comparecer, para a revisão biométrica, a todos os postos de atendimento que, através de vários acordos de cooperação, foram espalhados na cidade, inclusive dentro de várias industrias do PIM, levando a revisão biométrica aos trabalhadores da indústria, que teriam dificuldade para se deslocar aos postos de atendimento.
Esse processo foi otimizado com a implementação do agendamento via internet, que resolveu o problema das longas filas, com os eleitores sendo atendidos com hora marcada, procedimento que continua até os dias atuais. Em 30 de março de 2016 foi concluída a revisão biométrica da capital.
Os demais municípios foram alcançados primeiramente a partir da instalação dos kits de biometria nos cartórios eleitorais, com o respectivo treinamento dos servidores, de forma que a partir daquele momento o município pudesse ter seus eleitores cadastrados biometricamente.
