O município de Tefé vem sendo administrado desde o dia 2 de setembro do ano passado pelo segundo colocado nas eleições de 2012, Jucimar de Oliveira Veloso, o Papi (PMDB). O eleito Antenor Moreira Paz (PSD) teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por compra de votos, e não conseguiu suspender o efeito da decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Teve que deixar a prefeitura. No caso de Coari, o processo contra Adail Pinheiro, com base na Lei da Ficha Limpa, pedia que a Justiça eleitoral negasse o registro de candidatura dele, por conta de uma condenação por abuso do poder econômico nas eleições de 2008. O que era para ser um processo rápido, decidido ainda no processo eleitoral de 2012, se arrasta até hoje no TSE. A decisão foi tomada em 17 de dezembro passado, mas “não houve tempo” antes do recesso forense, para publicar o Acórdão da decisão no Diário Oficial. Passaram-se mais de dois anos que Adail tomou posse, vai completar um ano que ele está atrás das grades, e a Justiça não consegue tirá-lo do poder. Com Antenor Moreira foi fácil. A Justiça não é apenas cega; tem outras características que a própria justiça desconhece, ou não.
Desmandos em Iranduba
São tantos desmandos na lista de irregularidades apresentadas ao Tribunal de Contas do Estado pelo Conselho de Cidadãos de Iranduba contra o prefeito daquele município, Xinaik Medeiros, que, se confirmadas, ele e outros tantos servidores deveriam deixar trocar a prefeitura pela cadeia. Na sessão desta quarta-feira, o TCE aprovou inspeção extraordinária no município.
Agrado pós-revolta
Uma semana depois da revolta de populares que incendiaram carros e a casa do prefeito Igson Monteiro, o prefeito em exercício e presidente da Câmara de Coari, Iliseu Monteiro (irmão de Igson), reuniu centenas de famílias em um ginásio esportivo da cidade para entregar títulos definitivos de terras.
Erro em dose dupla
Em uma notinha de 9 linhas em que anunciava uma visita do senador eleito Omar Aziz (PSD) ao ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas, acompanhado do ministro das Cidades, Gilberto Kassab, a assessoria de Omar errou duas vezes: trocou o nome de Vargas por Mauro Vieira (ministro das Relações Exteriores) e disse que a posse do senador será no Palácio do Planalto. Em seguida, a assessoria enviou novo texto corrigindo o nome do ministro, mas manteve a informação sobre a posse, que, na verdade, será no Senado.
Aciole na Geral
O delegado Raimundo Nonato de Souza Acioly será o braço direito do delegado-geral Orlando Amaral (ambos tomaram posse nesta quarta-feira). Acioly atuou, nos últimos anos, no combate ao crime organizado, principalmente o tráfico de drogas, como coordenador da Força-Tarefa da SSO; Amaral se destacou pela atuação na Delegacia de Roubos e Furtos. Agora, ambos precisam provar que entendem também de gestão.
‘Gente da gente’
O delegado federal Sérgio Fontes, que assumiu nesta quarta a Secretaria de Segurança Pública, sempre manteve uma estreita relação com os poderosos locais. Presença sempre simpática e amistoso em eventos oficiais, Fontes também era visto em almoços não oficiais. E o mais interessante: quantas investigações ou operações na gestão dele na superintendência da Polícia Federal no Amazonas foram realizadas nos governos estaduais? Nenhuma.
Insatisfação e ciúme
Na Secretaria de Segurança Pública já há gente insatisfeita com a provável nomeação de outros delegados da Polícia Federal ocuparem cargos estratégicos, levados por Sérgio Fontes. Estão comparando a recém iniciada gestão dele com a de Sá Cavalcante, um delegado aposentado da PF que levou para a SSP uma turma de amigos.


