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Política

Clube Militar pede medidas judiciais contra a Comissão da Verdade

15 de dezembro de 2014 Política
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O relatório final da Comissão Nacional da Verdade, entregue nesta semana à presidente Dilma Rousseff, pede a revisão da Lei da Anistia (Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados)
O relatório final da Comissão Nacional da Verdade foi apresentado na última quinta-feira, em Brasília, à presidente Dilma Rousseff (Foto: Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados)

RIO DE JANEIRO – Após analisar o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), o Clube Militar divulgou novo texto para seus associados no qual pede medidas judiciais contra os “crimes” cometidos pela comissão. Intitulado Uma Mácula a ser Limpa e assinado pelo general da reserva Gilberto Rodrigues Pimentel, o texto diz que o documento da CNV envereda pela calúnia e difamação ao apontar nomes de militares que, segundo a comissão, teriam cometido crimes contra humanidade, como sequestro e tortura, considerados imprescritíveis pelo direito internacional.

“Há no seu conteúdo muitas pessoas, mortas e vivas, que em momento algum tiveram os seus nomes vinculados a qualquer evento que pudesse levá-los a estar nesse relatório leviano”, afirmou o general da reserva. Entre os citados como “injustiçados” da “malfadada lista”, estão o general Castelo Branco, que governou o País entre 1964-1967, e o brigadeiro Eduardo Gomes, “simplesmente o patrono da Força Aérea Brasileira”.

“Nossas Forças Armadas têm obrigação de se manifestarem, até mesmo judicialmente, na defesa de sua história e de seus integrantes”, afirma no texto. Segundo o Clube Militar, “é inadmissível aceitar passivamente que uma comissão que se fez espúria, por suas próprias resoluções, resolva qualificar como criminosa toda cadeia de comando nacional, envolvendo presidentes, ministros e comandantes militares de toda ordem, por irresponsavelmente querer assim fazê-lo, sem nenhuma comprovação e seguindo unicamente seu juízo sectário”.

O documento diz ainda que o relatório final da CNV é uma “ignomínia imperdoável” por propor um “pérfido maniqueísmo” que relegaria ao “esquecimento fraudulento” os crimes do “terrorismo” na década de 70. Na quinta-feira passada, os clubes militares divulgaram lista com os nomes de vítimas da esquerda. O levantamento, porém, continha erros.

“É, sim, uma questão de honra institucional a ser defendida”, termina a nota, conclamando os militares a tomar as medidas jurídicas: “Com a palavra as Forças Armadas do Brasil”.

fonte: Estadão Conteudo

 

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Assuntos Clube Militar, Comissão da Verdade, crimes, justiça, reação
Valmir Lima 15 de dezembro de 2014
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