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Política

Castro pede quebra de sigilo bancário de Coari e de Adail

28 de maio de 2014 Política
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Requerimento terá que ser aprovado pela maioria dos membros da CPI, mas ainda não há data para o pedido ser votado na comissão

Deputado Luiz Castro quer saber se o dinheiro pago ao advogado Francisco Balieiro serviu para defender Adail Pinheiro nos processos de pedofilia (Foto: Divulgação/ALE)

MANAUS – O deputado Luiz Castro protocolou hoje (27) junto à CPI da Pedofilia, requerimentos pedindo a quebra do sigilo bancário da Prefeitura de Coari, do prefeito afastado Adail Pinheiro, do vice-prefeito Igson Monteiro e do advogado Francisco Balieiro.

O advogado recebeu R$ 275 mil da Prefeitura, supostamente para defender Adail Pinheiro das acusações de corrupção, abuso sexual e exploração de menores de idade. Os extratos de pagamento dos dois primeiros meses deste ano comprovam a transferência de R$ 100 mil em janeiro e mais R$ 175 mil em fevereiro.

“Vamos rastrear o uso do dinheiro da Prefeitura, diante das suspeitas de que os recursos públicos estão irrigando a rede de pedofilia de Coari, que se estende a Manaus e outros municípios”, afirmou o deputado, acrescentando que o TCE deverá colaborar nessa investigação.

Em aparte, o deputado José Ricardo considerou um absurdo que o dinheiro da Prefeitura esteja sendo desviado para pagamento de advogados, que defendem Adail Pinheiro. A Justiça e o Ministério Público, segundo ele, precisam reagir com firmeza.

Por sua vez, o deputado Marcelo Ramos afirmou que o rastreamento do dinheiro é fundamental para esclarecer de onde vêm os recursos que aparecem na conta de Adail Pinheiro, para bancar festas com exploração de menores.

Ministério Público

Na avaliação do deputado Luiz Castro, o Ministério Público Estadual (MPE) arrefeceu na investigação das denúncias de pedofilia em Coari, ao afastar do caso o promotor do município José Felipe Fisher e designar o promotor de Tabatinga, Daniel Chaves de Menezes, para averiguar as denúncias.

“É muito estranho que o Ministério Público, que até agora não pediu intervenção em Coari, ainda afaste o promotor que vinha acompanhando os casos de estupro de menores e de exploração sexual”, constatou Castro.

O deputado solicitou ao MPE, na semana passada, o retorno a Manaus de cinco réus nos casos de pedofilia de Coari. Eles estavam presos na capital e foram transferidos para o município por determinação do procurador-geral, Francisco Cruz.

Luiz castro voltou a denunciar que a presença dos acusados em Coari, agravou o clima de violência na cidade, com ameaças de morte e intimidações a pessoas que se opõem ao esquema de pedofilia, assim como às vítimas e seus familiares.

“Faço um apelo ao Ministério Público, que deixa de responder a várias questões. É preciso que o órgão cumpra a sua parte na proteção dos direitos de crianças e adolescentes de Coari”, enfatizou.

 

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Assuntos Adail, Coari, Luiz Castro, pedofilia
Valmir Lima 28 de maio de 2014
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