

Do ATUAL
MANAUS – Sobrou ofensas e faltou propostas no debate entre candidatos a prefeito de Manaus promovido pela TV Norte Amazonas na manhã desta segunda-feira (26). Em vez de discutirem ideias para melhorar a vida do manauara, os concorrentes trocaram insultos.
Os candidatos se chamaram de “marionete de governador”, “migué da política” e “garoto mimado”, e alegaram que os adversários estavam agressivos, que protagonizaram “baixaria” e que não tinham “autoridade” para cobrar. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que não foi ao debate, foi o principal alvo de ataques.
Seis candidatos participaram do encontro: Amom Mandel (Cidadania), Alberto Neto (PL), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Marcelo Ramos (PT), Roberto Cidade (União Brasil) e Wilker Barreto (Mobiliza). David Almeida alegou que tinha outro compromisso.
No primeiro bloco, foram concedidos direitos de respostas a Wilker, Roberto e Amom. No segundo, o direito foi dado a Wilker, Alberto, Marcelo e Amom.
O debate começou com Alberto Neto chamando Roberto Cidade de “marionete do governador” ao perguntar se o adversário aumentaria o IPTU como ocorreu com o IPVA. Cidade é presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas. Em dezembro de 2022, os deputados aprovaram projeto de lei que aumentou o imposto no estado.
No mesmo bloco, Amom disse que Marcelo Ramos mentia ao falar sobre as obras do governo Lula em Manaus. Ao rebater, Marcelo disse que o adversário estava “agressivo”. O candidato do PT também afirmou que Cidade e Alberto protagonizaram baixaria.
As ofensas também alcançaram o prefeito de Manaus. Alberto Neto disse que o “prefeito foge do debate como o bandido foge da polícia”.
No segundo bloco, Amom levou uma laranja e disse que daria para Wilker Barreto. O candidato do Cidadania insinuou que a candidatura de Wilker era de fachada para ajudar Roberto Cidade. Wilker disse que Amom foi tão omisso quanto Roberto e Alberto na fiscalização da saúde da cidade.
Em um dos poucos momentos de discussão com propostas, Marcelo prometeu voltar com o atendimento domiciliar de idosos. Wilker disse que, se for eleito, irá criar um programa de farmácia móvel, que vai levar remédios a idosos cadastrados no sistema da prefeitura.
Ainda no segundo bloco, Ramos associou Cidade ao governador e disse que o adversário não tinha autoridade para cobrar. “Entendo tua boa intenção, mas falta autoridade para isso”, afirmou Ramos ao candidato do União Brasil.
No terceiro bloco, em embate entre Amom e Cidade, o candidato do União Brasil chamou o adversário de “migué da política amazonense”. Amom rebateu afirmando que a capital amazonense “precisa de pessoas que falem a verdade”.
Também em um dos poucos momentos de apresentação de propostas, Wilker prometeu criar um fundo municipal de educação que seria alimentado com 10% da arrecadação de impostos do município. O dinheiro, segundo ele, seria para manutenção de expansão da educação infantil. Em quatro anos, os repasses poderiam chegar a R$ 1 bilhão.
No show de ofensas, Alberto Neto chamou Amom de “garoto mimado” no último bloco de perguntas e respostas.
