
Da Redação
MANAUS – O aumento de casos de Covid-19 em Manaus não representa uma segunda onda da pandemia, pois não foi acompanhado do aumento de mortes, afirma o vereador e farmacêutico Marcelo Serafim (PSB). Ele explica que esse crescimento não resultou em mais óbitos, pois os infectados são, na maioria, jovens que têm mais chances de se recuperar.
Marcelo Serafim usa como exemplos países da Europa que passaram por um aumento de casos após o pico, mas que não foi acompanhado do crescimento significativo de óbitos. “Esse mesmo tipo de onda nós vimos em outros países da Europa. Espanha, França e Itália tiveram um aumento de casos, mas esse aumento de casos não veio junto com o aumento de mortes”, diz.
“E por que que isso acontece? Exatamente porque o perfil dos novos infectados é um perfil diferente. São pessoas mais jovens que têm a forma menos grave da doença e consequentemente vão evoluir de forma negativa muito menos vezes do que tivemos no pico da pandemia”, explica.
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Homens e idosos
Marcelo Serafim explica que apesar de a maior parte dos casos ser entre mulheres, quem mais morre são os homens. “Embora na cidade de Manaus 54% sejam de mulheres, quem morre são os homens, 65% de todos os óbitos são exatamente do sexo masculino”, afirma.
O vereador diz que os idosos são os que menos se contaminam, porém, são os que mais morrem pela Covid-19. “Outra coisa que a gente deve observar é que apenas 11% dos nossos casos são em pessoas acima dos 60 anos de idade. Mas quando a gente vai ver os óbitos, 75% das mortes são exatamente nessa faixa etária”, afirma.
Além de fatores como a idade, hipertensão e diabetes, é preciso atenção para os homens obesos de qualquer faixa etária. “Grande parte dos jovens que nós estamos perdendo são exatamente os obesos e tem obesidade como única comorbidade”, diz.
Ajuda médica
Marcelo Serafim afirma que apesar do medo que algumas pessoas têm de se contaminar, é preciso buscar ajuda médica. “Outra coisa que eu quero chamar a atenção de vocês é que lá atrás quando a gente viveu o pico da pandemia, as pessoas tinham medo de ir para os hospitais e acabavam morrendo em casa. Isso não deve acontecer”, diz.
Febre, cansaço, moleza no corpo, perda de olfato e paladar são sinais de que é preciso ir ao hospital. Mas o sintoma mais grave é a falta de ar. “Se a pessoa começar a apresentar cansaço excessivo – o que é esse cansaço excessivo, é eu querer me levantar da cama para ir ao banheiro e logo ficar cansado ficar ofegante – esse tipo de comportamento deve direcionar todos nós para procurar o atendimento hospitalar imediatamente”, alerta.
