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>Política

Alecrim diz que propina de R$ 133 mil é mentira e que seu nome foi usado por médico da Maus Caminhos

7 de agosto de 2019 >Política
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Wilson Alecrim chegou acompanhado de advogado (Foto: Murilo Rodrigues/AM ATUAL)
Por Felipe Campinas, da Redação

MANAUS – O ex-secretário de Saúde do Amazonas Wilson Alecrim disse, em interrogatório na tarde desta quarta-feira, 7, na Justiça Federal do Amazonas, que a acusação do MPF (Ministério Público Federal) de que ele recebia mensalmente R$ 133,5 mil em propina “é a maior mentira contra uma pessoa” e que o médico Mouhamad Moustafa e outros investigados “usaram” o nome dele em conversas por mensagens. Segundo o secretário, os documentos assinados por ele ocorreram porque era obrigação dele como secretário.

“Eu fui secretário de Saúde do Estado do Amazonas e na condição de secretário tive que assinar atos pertinentes a várias obrigações que eram minhas, incluindo essa que faz parte desse processo. Seriam os contratos, ofícios, o que cabia ao secretário exercer pelo mandato que tinha”, afirmou Alecrim.

O ex-secretário de Saúde disse que não autorizava pagamentos a fornecedores porque os pagamentos eram “efetuados pelo Fundo Estadual de Saúde e por uma unidade gestora chamada Ugeced”. “Nos demais, tinham 32 unidades gestoras cujos gestores prestam contas diretamente ao TCE e aos órgãos de controle”, disse Alecrim.

De acordo com o MPF, Alecrim era peça chave no processo de descentralização de unidades, seleção, qualificação de entidade como organização social e celebração de contratos de gestão. No entanto, Alecrim afirmou que foi responsável “em parte” pela descentralização porque “o ofício era do secretário de Saúde e de Planejamento”. As unidades descentralizadas são a UPA Campos Sales, UPA e Maternidade Tabatinga e CRDQ (Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos).

Alecrim disse que a qualificação do INC (Instituto Novos Caminhos) como organização social ocorreu através da comissão permanente de organizações sociais, que incluía Susam e outras secretarias. Segundo o ex-secretário, o contrato com o INC foi elaborado pelo FES (Fundo Estadual de Saúde), passou por assessoria jurídica e depois de elaborado o contrato foi enviado ao secretário para que fosse assinado. “Assinei o contrato 02, o primeiro, que envolvia a UPA Campos Sales, UPA Tabatinga e Maternidade Tabatinga. Em relação ao contrato com o CRDQ, eu estava afastado da secretaria”, afirmou Alecrim.

Relação tipicamente republicana

Wilson Alecrim disse que a relação dele com Mouhamad é a mesma “que tinha com todos os empresários que tinham relação com a Susam: tipicamente republicana”. Segundo ele, em alguns momentos houve “discordância entre as coisas que ele (Mouhamad) queria” e a que o governo decidia.

Sobre o contato com Jennifer Naiyara, o ex-secretário afirmou que falou com a enfermeira poucas vezes, como na inauguração da UPA e da maternidade Tabatinga e “nas vezes em que ela ia na Susam”. Em relação a Priscila Coutinho, segundo ele, via com menos frequência, “tinha pouco tratamento ou quase nenhum”.

Viagem com Jennifer

De acordo com o MPF, Alecrim “andava em avião particular, na companhia do líder da Orcrim, de Paulo Roberto Bernardi Galácio, então Presidente do INC, e Jennifer N. Y. R. C. Silva, à época, apenas empregada das empresas de Mouhamad, ao mesmo tempo em que o processo de contratação do INC estava em curso”.

Alecrim disse que apenas deu carona à enfermeira. “O avião não era deles. Eles não foram comigo. Eles estavam lá e pediram carona”, afirmou Alecrim.

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Assuntos Interrogatório, Mouhamad Moustafa, Operação Maus Caminhos, Wilson Alecrim
Felipe Campinas 7 de agosto de 2019
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