
MANAUS – O advogado Yuri Dantas, que defende os vereadores Professor Samuel e Professora Jacqueline, no processo que resultou na expulsão dos dois pelo Diretório Municipal do PPS, criticou a decisão tomada na noite desta terça-feira, 24, e disse que foi mais um dos “atrapalhos processuais” que a direção do partido vem cometendo “na cruzada para expulsar os vereadores”.
De acordo com Dantas, ele não foi notificado de nenhum ato do processo e tampouco ficou sabendo da reunião em que o Diretório Municipal decidiu expulsar Samuel e Jacqueline. Yuri Dantas também disse que o Conselho de Ética sequer ouviu uma testemunha apresentada pela defesa dos dois. “A testemunha que eu pedi para ser ouvida, não foi ouvida”, disse.
Para o advogado, a decisão não tem qualquer conotação jurídica, mas essencialmente política. “Esse comportamento não faz parte da tradição do PPS. Todos nós sabemos que é mais uma questão política do que um problema de infidelidade partidária”, afirmou Dantas.
Ele lembrou que na gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), quando o PPS era aliado e fazia parte do governo municipal, o vereador Hissa Abrahão, atual presidente do diretório municipal do PPS, votou em diversas matérias contra a orientação do partido e a favor de forças políticas adversárias, como o ex-prefeito Amazonino Mendes. “O PPS jamais tomou qualquer atitude contra ele, porque não é uma tradição do partido agir dessa forma”, afirmou.
O advogado disse que vai recorrer a todas as instâncias partidárias para derrubar a decisão que expulsou os vereadores Samuel e Jacqueline. Segundo Danta, cabe recurso no Diretório Estadual e depois no Diretório Nacional. “O estatuto do partido prevê essa possibilidade de recurso até a instância nacional e nós vamos recorrer”, disse.
Se não conseguir reverter a decisão, Yuri Dantas afirma que o caminho é a Justiça Eleitoral.
