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Augusto Barreto Rocha

A globalização põe luz na incompetência

28 de janeiro de 2019 Augusto Barreto Rocha
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Praticamente todos nós que passamos de 40 anos temos uma estranha sensação de braços curtos. Presbiopia diagnosticou o oftalmologista, com um ar de riso, mandando eu pesquisar. Desde aquele dia comecei uma luta por mais luz. Semana passada, em conjunto com minha esposa, tomamos a decisão de colocar uma luminária para aumentar a capacidade visual, em uma poltrona talhada para longas leituras. Rodamos as melhores e piores lojas de Manaus, desperdiçando preciosa manhã de sábado. Preço mínimo de um artefato ruim, mas que talvez servisse: R$ 2 mil. Antes disso já tinha vagado pela internet nacional: preço médio R$ 1,8 mil, mas ninguém trazia aquele objeto gigante. Nosso eterno problema de transporte.

Solução seguinte: aguardar uma viagem para o exterior, mas ela não parece próxima, pois de lá já tinha vindo o computador, as luminárias das mesas com um belo led de múltiplas cores e intensidades e um punhado de outros objetos. Pedimos socorro na Amazônia norte-americana (amazon.com). Resultado: 30 minutos de pesquisas, múltiplas intensidades, revisões maravilhosas, controle remoto etc. Pedido colocado no domingo, entregue na sexta. Um objeto empacotado em 50cm, com design impecável, vindo dos EUA, produzido na China, por US$ 49.99, somado ao frete internacional expresso e seus impostos custou R$ 516,25. Ou seja, 74% mais barato que o melhor produto disponível em Manaus, infinitamente inferior. A globalização põe mais luz nas nossas incompetências. É muito incômodo. O que nós produzimos que colocamos nos mercados globais? Tambaqui? Abacaxi do Novo Remanso?

Logo antes de receber uma mensagem pelo celular que a caixinha tinha sido entregue, mensagem de ex-aluno em viagem na Polinésia Francesa com a seguinte análise “me impressionou o fato de eles usarem o abacaxi para produzir vinho, licor, sucos, geleias, chás, além de conseguirem colher o ano inteiro. A fruta daqui nem chega aos pés da nossa, mas não vejo tanta coisa sendo feita nesse setor por aí”, seguida de uma pergunta incômoda “há algo que nos restrinja?” Não tive dúvidas: nossa mente. Ela fica preguiçosa pela abundância. Inebriada pela diversidade.

Temos dúvidas sobre o que fazer da vida no meio da maior floresta do mundo. Discute-se para não se fazer nada. A discussão não leva a ação. Soluções eternamente adiadas. Ou se impõe o que pensa, sem conversa, ou há uma conversa sem fim e sem ação. Estamos presos nos extremos. UFAM com mais de um século, INPA desde 1952 e várias outras instituições estudam as riquezas do Amazonas. Entretanto, quanto de nosso PIB sai de nossas potencialidades naturais ou de nosso capital intelectual? O mais triste é que não vejo incômodo nas pessoas por esta incompetência. São pesquisadores-biblioteca, com ares de sábios e bolsos vazios. Há um conformismo em meio a esta situação nefasta de dependência, encoberta por um manto de responsabilidade. Este cenário precisa mudar, pois a globalização está expondo toda nossa fragilidade social, intelectual e empreendedora. Acredito que precisamos colocar energia humana para produzir riquezas para o mundo, pois de outra forma seremos servos de quem produzir riqueza para nós.

Ainda há outra alternativa, dissecada no documentário da Discovery Europa, dirigido por David Beriain, distribuído no Netflix, “Amazonas Clandestino”. Ele demonstra que muitos de nós se tornam criminosos, roubando na “última fronteira”. A frase recorrente dos infratores em frente das câmeras: “sei que estou fazendo errado, mas não tinha outra alternativa para alimentar a minha família”. Europeus, por canais de distribuição norte-americanos, nos dizem como estamos sendo roubados e não há nenhuma comoção de ver a madeira brasileira espoliada de maneira infame, ou ler no Valor Econômico que na década de 1970 para cada 20kg de castanha do Pará (do Brasil?!), o Peru ou Bolívia não exportavam nada e na última década para cada kg de castanha que sai do Brasil, o Peru exporta 20kg e a Bolívia quase 4kg. Ademais, nossa produção caiu para 10% do que era. Enquanto isso, discutimos se a BR-319 deve ser recuperada. O que fazer depois de ter consciência de tudo isso? Em minha visão: cada um realizar o seu papel e parar de olhar para o papel dos outros. Infraestrutura, energia, educação empreendedora, ‘mental, que nos coloca nesta condição desoladora. Daqui a alguns anos poderemos começar a colher frutos desta árvore que pode ser frondosa. Entretanto, se seguirmos a conversar se realmente uma rodovia de 1980 pode ser recuperada, como se isso fosse a chave para a proteção da floresta, seguiremos sendo devastados pelas entranhas e saqueados pelos rios e aviões. Chega de conversa para não fazer, que só leva a subserviência, dependência e crimes. Há de haver uma condição próspera e responsável, mas isso cabe a nós, passo a passo, correndo o risco de viver, ou seja, acertar e errar.


Augusto César Barreto Rocha é doutor em Engenharia de Transportes (COPPE/UFRJ), professor da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), diretor adjunto da FIEAM, onde é responsável pelas Coordenadorias de Infraestrutura, Transporte e Logística.

Os artigos publicados neste espaço são de responsabilidade do autor e nem sempre refletem a linha editorial do AMAZONAS ATUAL.

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