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Política

Cinco deputados do AM apoiaram MP alternativa ao IOF; três foram contra

9 de outubro de 2025 Política
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Átila, Fausto, Amom, Sidney, Adail, Alberto Neto, Silas e Pauderney: cinco deputados votaram para manter MP na pauta e três foram pela retirada (Fotos: Agência Câmara)
Do ATUAL, com Agência Câmara

MANAUS – Dos oito deputados federais do Amazonas, cinco votaram para manter na pauta a Medida Provisória 1303/25, que unificava em 18% a tributação sobre todas as aplicações financeiras a partir de 1º de janeiro de 2026 e aumentava a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) dos bancos. Três apoiaram a retirada da MP, decisão que prevaleceu na sessão desta quarta-feira 8) à noite. A MP perdeu a validade.

Confira como votaram os parlamentares:

Adail Filho (Republicanos) – não

Átila Lins (PSD) – não

Amom Mandel (Cidadania) – não

Capitão Alberto Neto (PL) – sim

Fausto Júnior (União) – sim

Pauderney Avelino (União) – sim

Silas Câmara (Republicanos) – não

Sidney Leite (PSD) – não

Foram 251 votos a favor da retirada e 193 contra.

Considerada pelo governo essencial para o equilíbrio fiscal do próximo ano, a MP foi publicada em junho após a revogação do decreto presidencial que havia elevado o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em diversas transações. O STF (Supremo Tribunal Federal), no entanto, permitiu que a maior parte dos aumentos previstos no decreto fossem mantidos.

O texto original da MP incluía expectativa de arrecadação adicional de cerca de R$ 10,5 bilhões para 2025 e de R$ 21 bilhões para 2026, diminuída para cerca de R$ 17 bilhões depois de negociações na comissão mista que analisou o tema.

Sem o dinheiro extra, o governo deverá fazer novo bloqueio nas despesas de 2025, incluindo emendas parlamentares, e para 2026 terá de obter cerca de R$ 35 bilhões no Orçamento por meio de cortes ou novas receitas de outras fontes, como IPI e o próprio IOF, que podem ter alíquotas aumentadas por decreto.

A MP também tributava inicialmente os títulos imobiliários e do agronegócio em 5%, mas eles continuam isentos, mesmo se a MP tivesse sido aprovada.

Como fica

Confira tributações que continuam iguais com a perda de vigência da MP:

  • ações e fundos de ações: 15%;
  • operações de mesmo dia (day trade) na bolsa de valores: 20%;
  • fundos de renda fixa e vários outros produtos de investimentos sem isenção atual: de 22,5% a 15%, conforme o prazo de permanência do recurso investido;
  • instituições de pagamento, administradoras do mercado de balcão organizado, bolsas de valores, de mercadorias e de futuros, entidades de liquidação e compensação: continuam com CSLL de 9%;
  • empresas de capitalização e sociedades de crédito, financiamento e investimento: continuam com CSLL de 15%.

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Assuntos Amazonas, Bancada federal, Câmara dos Deputados, Deputados federais, IOF, manchete
Cleber Oliveira 9 de outubro de 2025
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