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@zmanchete

Fim do auxílio-moradia moraliza salários no Judiciário, diz presidente do TJAM

29 de novembro de 2018 @ zmanchete
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Yêdo Simões
Presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, Yedo Simões, disse que não haverá impacto financeiro ao Judiciário com reajuste salarial (Foto: Chico Batata)

Da Redação

MANAUS – O o presidente do TJAM (Tribunal de Justiça do Amazonas), Yedo Simões de Oliveira. disse, nesta quinta-feira, durante entrevista coletiva em um restaurante de Manaus, que o fim do auxílio-moradia no Judiciário moraliza os salários de magistrados.

“Eu acho que, com isso, a gente legaliza a situação. Moralmente, começa numa estrada retilínea, uma coisa correta, sem penduricalho e que não cause essa comoção que hoje todo mundo discute e prega que estamos recebendo uma ilegalidade”, afirmou, ao apresentar balanço dos quatro meses de gestão e projetos de investimentos para 2019.

Yedo Simões disse que, por ser classificado como verba indenizatória, o auxílio-moradia não sofria descontos do Imposto de Renda e da Previdência Social. Com a extinção da regalia, o aumento de 16,38% aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente Michel Temer não representa um reajuste salarial, disse o presidente do TJAM.

“Na verdade é uma readequação. Se fosse reajustar, seria em torno de 40% e vamos receber em torno de 16%. Haverá perda no salário dos magistrados em torno de um mil reais”, afirmou. “Não vai gerar grande impacto [nas finanças do TJAM] porque será a troca de uma despesa por outra. Os magistrados vão ter um decréscimo nos vencimentos líquidos”, disse.

Com a adequação, os salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) passam de R$ 33,7 mil mensais para R$ 39,2 mil. O salário dos ministros dos tribunais superiores (STM, STF, STJ, TSE etc) é legalmente determinado como 95% do salário do STF. No caso dos Tribunais de Justiça dos Estados, o vencimento dos desembargadores é previsto como 90,2% dos ministros do supremo. Em alguns Estados o aumento é automático assim como o é nas carreiras federais. Em outros Estados, o aumento depende de autorização do Legislativo local.

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Assuntos auxílio-moradia, STF, TJAM, Yedo Simões
Cleber Oliveira 29 de novembro de 2018
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1 Comment
  • William disse:
    3 de dezembro de 2018 às 09:59

    IMORAL E INDECENTE.
    PRIVILEGIO E LUXO PAGO COM DINHEIRO DO POVO.

    Responder

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