
Do Estadão Conteúdo
BRASÍLIA – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, decretou a quebra de sigilo fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB). Período alcançado pela medida vai de 1ª janeiro de 2014 até 18 de maio deste ano, “a fim de rastrear a origem e o destino dos recursos supostamente ilícitos”.
A quebra de sigilo se estende a outros investigados na Operação Patmos – suposta propina de R$ 2 milhões da JBS para o senador. São alvos da cautelar a irmã e o primo do tucano, Andrea Neves e Frederico Pacheco, o assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) Mendherson Souza, e as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.
Defesa
O advogado criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende o senador Aécio Neves (PSDB-MG), divulgou nota nesta quinta-feira, 7, na qual afirma que a quebra de sigilo bancário e fiscal é medida “extremamente natural e salutar para confirmar a absoluta correção” dos atos do seu cliente.
Segundo ele, os dados bancários “sempre estiveram à disposição da Justiça”. “Os sigilos bancário e fiscal do senador Aécio Neves sempre estiveram à disposição da Justiça, e desde outubro, quando essa decisão foi tomada, a Defesa reitera que é uma medida extremamente natural e salutar para confirmar a absoluta correção dos seus atos”, diz a nota.
