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Economia.

Custo médio de um juiz no Brasil é de R$ 47 mil por mês, mostra estudo

4 de setembro de 2017 Economia.
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Cármen Lúcia (Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ)
Cármen Lúcia diz que o Poder Judiciário precisa se mostrar e não se esconder (Foto: Gláucio Dettmar/Agência CNJ)

Do Estadão Conteúdo

BRASÍLIA – O custo médio mensal de um magistrado foi de R$ 47,7 mil ao longo do ano passado, mostra o estudo ‘Justiça em Números’ divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O número engloba não apenas a remuneração dos magistrados, mas também encargos sociais e despesas com passagens aéreas e diárias, entre outras.

No levantamento anterior, a média mensal de um magistrado brasileiro – categoria que inclui juízes, desembargadores e ministros – tinha sido de aproximadamente R$ 46,2 mil.

Os dados divulgados nesta segunda-feira são de 2016 e dizem respeito a 90 tribunais: quatro tribunais superiores, cinco tribunais regionais federais, 24 tribunais regionais do trabalho 27 tribunais regionais eleitorais, 27 tribunais de Justiça e 3 tribunais de Justiça Militar estaduais. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não foram incluídos nesse levantamento.

Variação

O custo mensal por magistrado depende do tribunal, variando de R$ 8.782 (nos tribunais regionais eleitorais) a R$ 53.784 mil (na Justiça Militar).

Nos Tribunais de Justiça dos Estados, a média mensal por magistrado foi de R$ 49.093. O TJ do Piauí teve a menor média entre os TJs, de R$ 23.387, enquanto o do Mato Grosso do Sul apresentou a maior, de R$ 95.895, aponta o levantamento divulgado pelo CNJ. Nos tribunais superiores, a média mensal por magistrado foi de R$ 41.502.

As despesas totais do Poder Judiciário somaram R$ 84,8 bilhões no ano passado, o que significa um aumento de 0,4% em relação a 2015.

Encontro

Durante a abertura do XI Encontro Nacional do Poder Judiciário na tarde desta segunda-feira, em Brasília, a presidente do CNJ e do STF, ministra Cármen Lúcia, defendeu a divulgação de dados dos tribunais com transparência. “O Poder Judiciário quer se mostrar para se aperfeiçoar e com isso contamos com a colaboração da sociedade, das academias, dos órgãos. Sabemos que há números que podem ser questionados e serão”, discursou Cármen.

“É o próprio Poder Judiciário que tem tido o cuidado de se mostrar. O Poder Judiciário não mantém nenhum interesse nem pode se mostrar de qualquer forma encoberto pelo quer que seja, e não é assim que tem se comportado”, completou.

Cármen destacou que é do interesse do Judiciário apresentar a melhor jurisdição para todos os brasileiros. “Queremos ser um Poder Judiciário muito melhor para o Brasil. Quando alguém desacredita na Justiça, desacredita no Estado”, afirmou a ministra.

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Assuntos Amazonas, Cármen Lúcia, CNJ, Judiciário, STF, TJAM
Cleber Oliveira 4 de setembro de 2017
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