Por Rosiene Carvalho, da Redação
MANAUS – O vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta (PSDB), declarou, em entrevista de anúncio de filiação à legenda tucana e saída do PMDB, que o que mais pesou para a troca de partido foi a sintonia que mantém hoje com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), e entre as famílias de ambos.
“Sintonia que temos hoje. Eu com o prefeito, com o deputado federal Arthur Bisneto, que minha mulher tem com a esposa do prefeito”, disse Rotta.
Questionado sobre o que havia levado em consideração para romper com o senador Eduardo Braga (PMDB), Rotta respondeu: “Não estou rompendo com ninguém. Não há rompimento. O que há neste momento é minha entrada e filiação ao PSDB”, afirmou.
Arthur Virgílio Neto afirmou que a importância de receber Rotta no PSDB é o quadro que ele representa na política, com densidade de votos e demonstrada capacidade de gestão demonstrada, segundo o tucano, na administração municipal.
O prefeito disse, sobre o rompimento com Braga, que considerou complicado manter aliança com um político que não sabe a hora de submergir e deixar outros políticos crescerem.
Artur disse que é ruim para a política um político que quer tudo. E voltou a dizer que se dependesse dele Marcos Rotta seria o candidato ao Governo do grupo que se formou no ano passado na união do PSDB e PMDB. “Isso foi dito a ele pelos nossos interlocutores”, disse.
Agradecendo ao PMDB
No discurso para as pessoas do evento, Rotta afirmou que sempre falaram para ele que Arthur Neto era um político que não deixava ninguém crescer e centralizador. “Esse Arthur eu não conheço. Nem na campanha e nem na administração. Todos os dias Arthur me liga, me dá tarefas, me chama atenção quando é preciso, mas acima de tudo me orienta. Agradecer de público agradece pelo seu companheirismo nestes últimos meses. Há um ano atrás jamais sonhei estar vivenciando o dia de hoje”.
Rotta agradeceu ao PMDB, sigla em que esteve filiado por dez anos, ter feito ele vice-prefeito de “um grande homem”. “Ao contrário que muita gente possa pensar, agradeço meu ex-partido por ter me feito vice-prefeito de Arthur Neto”, disse.
Rotta foi indicado à chapa de Arthur de “surpresa” às vésperas da convenção num momento em que reunia e tentava, como presidente municipal do PMDB, construir aliança para a sua candidatura. Rotta era apontado, na ocasião, como único candidato com votos para enfrentar Arthur Neto no segundo turno. Sem poder no partido, teve que se submeter à articulação da aliança PMDB e PSDB costurada por Eduardo Braga.

