
Do ATUAL
MANAUS — O governador do Amazonas, Wilson Lima (União), se manifestou nesta quarta-feira (25) sobre a operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil para combater a facção criminosa Comando Vermelho. Ele classificou como “inadmissível” a postura de “alguém que ocupe um cargo de prefeito” ao desrespeitar instituições. A declaração foi uma referência ao prefeito de Manaus, David Almeida, que criticou a ação policial.
“É inaceitável, é inadmissível que alguém que ocupe um cargo de prefeito, que quer ser governador do Estado do Amazonas, desrespeite instituições como a Polícia Civil, o Ministério Público, o Judiciário. Um trabalho que é feito pelo delegado, pelos investigadores, não é resultado de fantasias ou de imaginações desses profissionais. É resultado de trabalho sério, de investigação”, disse o governador em entrevista coletiva.
A operação foi deflagrada na sexta-feira (13) e prendeu servidora da prefeitura e que também é policial civil. Em entrevista coletiva, o prefeito afirmou que o governador tinha conhecimento da ação desde outubro e declarou que a medida teria sido utilizada com viés político, com o objetivo de “sujar” seu nome.
“O que foi feito não é coragem, o que foi feito é desrespeito. É desrespeito. É inacreditável que uma autoridade possa estar fazendo isso”, afirmou Wilson Lima. O governador disse que as investigações seguem trâmites legais e envolvem diferentes instituições até eventual manifestação do Judiciário.
“Quem tem autoridade para falar sobre esses processos é a Polícia Civil, é o Ministério Público e o Tribunal de Justiça. Eu não trato de investigação, principalmente com uma investigação como essa que é sigilosa”, acrescentou. Lima complementou: “Se alguém está incomodado com isso, se há algum questionamento a fazer, que recorra à Justiça”.
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