
Da Redação
MANAUS – Requerimento de autoria do vereador de Manaus Chico Preto (PMN) para criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o sistema de bilhetagem do transporte coletivo de Manaus teve seis assinaturas nesta segunda-feira, 4. Para a instalação da CPI na CMM (Câmara Municipal de Manaus) são necessárias 14 assinaturas.
No requerimento, o vereador Chico Preto denuncia a falta de transparência e irregularidades no sistema de bilhetagem de ônibus da capital amazonense, que atualmente é administrado pelo Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus).
De acordo com o vereador, trata-se de “flagrante violação” do Art. 252 da Lei Orgânica do Município, que tem o seguinte teor: “O município não poderá delegar a outros, sob qualquer expediente, a organização, administração e gestão do sistema de transporte urbano, cabendo-lhe exclusivamente, o planejamento, o gerenciamento e a operação de suas variantes”.
“O sistema é extremamente suspeito diante da falta de transparência e diante dessa lógica que está instalada. O empresário vende a passagem, se fiscaliza, se paga. Quer dizer, é a mucura tomando conta do galinheiro. Não faz sentido. A gente precisa investigar independente de qualquer resultado”, disse o vereador.
Para Chico Preto, a discussão entre empresários, rodoviários e prefeitura se resume a “dinheiro”. Por isso, é necessário investigação da transparência do sistema. “De um lado, o empresário dizendo que não tem dinheiro. De outro lado, o trabalhador dizendo que o empresário não paga o dinheiro que deve. Quer seja o FGTS, quer seja o INSS. E por onde entra o dinheiro do sistema de transporte coletivo de Manaus? Pelo sistema de bilhetagem”, disse Chico Preto.
Assinaram o pedido de CPI os vereadores Chico Preto, Marcelo Serafim (PSB), Daniel Vasconcelos (PMN), Professor Fransuá (PV), Jaildo dos Rodoviários (PCdoB) e Joana D’Arc (PR).
