
Por Gabriel de Sousa, do Estadão Conteúdo
SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (2) que os brasileiros precisam pensar na família e no futuro ao escolher o próximo presidente do país em outubro. Lula também adotou o costumeiro discurso de que os eleitores não podem colocar “uma raposa dentro do galinheiro”, referindo-se à possibilidade do bolsonarismo voltar ao Palácio do Planalto.
“Ao tentar escolher alguém para ser candidato neste país, você tem que pensar na sua mulher, nos seus filhos, no seu futuro. Você não pensa só no dia da eleição”, disse o presidente.
Ao se comparar com os adversários, Lula questionou a militância sobre qual era o presidente que tinha feito mais entregas em áreas essenciais e também quem seria o chefe de Estado mais respeitado internacionalmente na história.
Na noite desta quinta, Lula entregou ônibus escolares e unidades móveis de saúde em Juazeiro do Norte (CE). Ao falar sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente declarou que o Brasil teria o dobro das 715 mil mortes na pandemia de Covid-19 se não existisse o modelo de atendimento.
O presidente também pediu ao governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), para que ele não faça uma campanha para o governo do Estado. Sem citar o principal oponente de Elmano, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), Lula disse que há um político que “finge que sabe sobre tudo”.
“Eu queria que você não fizesse jogo rasteiro nessa eleição, não baixe o nível da campanha. A nossa resposta para quem nos ataca é mostrar o que nós estamos fazendo”, afirmou Lula.
Campanha eleitoral
Lula afirmou que vai continuar fazendo visitas pelos Estados apesar do defeso eleitoral, que entra em vigor neste sábado (4), e impede que ele inaugure obras ou anuncie investimentos ou programas até as eleições. “Embora eu não possa inaugurar, eu vou visitar muitas coisas que eu ainda tenho que visitar”, disse o presidente.
Nesta sexta, Lula inaugurou 10 novos campi de institutos federais, além de anunciar investimentos de R$ 464,8 milhões para fortalecer o Sistema Único de Saúde. O presidente também entregou simultaneamente 1.619 moradias do Minha Casa, Minha Vida em seis estados, que vão beneficiar 6.476 pessoas.
Ao falar sobre as entregas de educação, Lula afirmou que a palavra “gasto” é proibida quando se trata de recursos destinados ao tema. “Dinheiro bom não é dinheiro guardado”, disse.
O evento desta sexta, realizado no Palácio do Planalto, foi o último de entregas do governo federal antes das eleições, o que motivou a consolidação de diversos temas por parte do Executivo. A partir deste sábado, 4, entra em vigor o defeso eleitoral, que impede Lula de inaugurar obras ou programas para não causar disparidade ante outros candidatos à Presidência da República.
