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Tendências e Atitudes no Encontro com Notáveis – Ano XVIII

24 de fevereiro de 2017 Follow Up
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Na leitura dos temas e informações abordadas em mais um Encontro com Notáveis, um programa de informação, interatividade e crescimento pessoal e organizacional que completa 18 anos, a psicóloga Ana Da Luz Monteiro, mentora, autora e musa desta preciosa inspiração, foi enfática.

“Acredito que a plateia do Programa Encontro com Notáveis ainda não deve ter passado por uma vivência como a deste primeiro Encontro do novo ano: informação densa e de qualidade, agregada à credibilidade como aquele que foi transmitida”. Para ela, que se referia aos dados e respectivas análises que foram preparados pelo presidente do CIEAM, Wilson Périco, o momento recomenda demonstrar os acertos da Zona Franca de Manaus em 50 anos, e as razões pelas quais todos acreditamos no Amazonas, na Amazônia e no Brasil. “Para mim, gerar informação que agrega valor é uma das formas mais eficazes de ampliar a consciência e promover cidadania”. Para arrematar, depois de tomar consciência dos avanços e das oportunidades, a apresentação de Nelson Gonçalves pontuou o segredo do sucesso e de todas as conquistas: ATITUDES. Sem elas, iremos a lugar algum, ‘nem Deus ajuda’, quando não fazemos nossa parte.

Indicadores da crise e da luta

Em sua fala, Wilson Périco destacou os indicadores de desempenho e os estragos feitos pela crise. As perdas, tanto de empregos como de receita, confirmam que, se nós nos acomodamos, a abundância pode ser perversa. Tivemos chance, recursos, apoio político e necessidade de prover a competitividade do modelo, através de infraestrutura adequada e flexibilidade burocrática. Perdemos o bonde e o pudor ao gastar muito e de maneira equivocada quando poderíamos avançar na Logística dos transportes, na energia limpa e baixa custo, de origem solar, e de comunicação digital com os investimentos em inovação tecnológica para baratear custos e aumentar a eficiência. Ao arrepio da Lei, que exige atuações claras na redução das desigualdades regionais, a ZFM foi transformada em exportadora líquida de recursos. Mandamos 100 para os cofres públicos e recebemos menos de 30% disso em bilhões, nos últimos 10 anos. Com menos de 3% disso, teríamos Porto, estradas, banda larga de primeiro mundo e energia civilizada. Neste momento, em mais de um lugar da cidade, o sistema de distribuição de energia de Manaus mostrou sua cara: falhou.

Área, recursos e projetos

Há 50 anos, quando foi criada em 1967, a Zona Franca de Manaus, ZFM, foi demarcado o Distrito Agropecuário com aproximadamente 600 mil hectares para programas e projetos de desenvolvimento no setor primário. Área para manejo, não para contemplação. Um ponto no mapa das dimensões amazônicas. Passado meio século, apenas 20% foi usado e mais ou menos usado. Uma agricultura divorciada quase toda da tecnologia. O resto ficou no aguardo de programas, projetos, parcerias. A burocracia estimulou a invasão por inércia e o confisco transformou-se em pratica de migrar para outras regiões ou aplicações obscuras dos recursos para atendimento das demandas regionais de inovação, tecnologia e negócios sustentáveis. Em 2017, Suframa e as entidades do setor produtivo, querem definir o que fazer com os 80% – os 480 mil hectares que permanecem intocados. “Protegemos mais de 95% da cobertura vegetal mas quase nada foi feiro para unir proteção com economia sustentável”, disse o presidente do CIEAM.

‘Com apenas 240 mil hectares…’

Podemos fazer Manejo Florestal Sustentável. Isso significa adensar-se fortalecer a floresta, extraindo com inteligência Madeira sob rigorosos critérios de certificação, ao preço de mercado de US$ 4 mil/m3. Esta é tabela da demanda de madeira no mercado europeu. Manejar é robustecer a floresta e oferecer alternativa ao interior, ao empreendedor e ao ribeirinho, sem depredação. Mapear, além disso, identificar e coletar mudas de alto valor comercial para propagação em laboratório. O CBA tem equipamentos sofisticados nesta direção. Cultivar espécies para extração de óleos, resinas, extratos, moléculas e biomoléculas com demanda industrial para cosméticos, fármacos, nutracêuticos. Agregando valor pela inovação tecnológica.

Além disso, um Programas de Agricultura Orgânica para abastecer Manaus que importa 90% dos alimentos que consome. Nunca é demais lembrar que o Peru faturou US$ 1,5 bilhão de exportação de alimentos orgânicos para Europa.  Ainda cabe, nesta imensa área, que será oferecida para grandes corporações de biotecnologia desenvolver com os atores locais programas de P&D. Programa de produção de mudas para Reflorestamento: o Brasil prometeu plantar 12 milhões de hectares de floresta até 2030 e isso custará R$ 52 bilhões. Tudo isso, diversificando e adensando o polo industrial de Manaus, para garantir os serviços ambientais em vigor. Quanto custa manter 150 milhões de hectares intactos de floresta? Quanto custa exportar pelas nuvens – OS RIOS VOADORES –  a água que abastece o Sudeste do Brasil. Quantos bilhões de toneladas esta floresta sequestra para ajudar o Brasil e o Mundo para respirar melhor. De onde vem o recurso? As empresas do polo indústria de Manaus recolhem, lembrou o presidente Périco, entre Taxas da Suframa, P&D e Fundos Estaduais Mais de R$ 2 bilhões/ano. “Com a metade dessa receita, qualquer país sério teria feito uma revolução tecnológica”.

Esta Coluna é publicada às quartas, quintas e sextas-feiras, de responsabilidade do CIEAM. Editor responsável: Alfredo MR Lopes. [email protected]

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Assuntos Amazonas, CBA, Cieam, suframa, ZFM
Cleber Oliveira 24 de fevereiro de 2017
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