
Por Teófilo Benarrós de Mesquita, da Redação
MANAUS – “Aquele ministro mentiroso, aquele pilantra, diz que aqui no Amazonas foram feitas 43 mil casas. Onde é que estão essas casas? Onde é que estão esses apartamentos? Será que ele estava doido? Será que ele tinha fumado um baseado, que Deus me perdoe? Porque o cara mentir para a população, dizer que tem 43 mil moradias para a população…”.
Os questionamentos são do vereador Sassá da Construção (PT) na manhã desta terça-feira (21), em pronunciamento na CMM (Câmara Municipal de Manaus). Sem citar o nome do ministro, logo em seguida, Sassá pediu desculpa pelos termos usados.
“Eu peço até desculpa por esse palavrão. Mas é um desafronta (sic) dizer isso para população. É mentira. O máximo que foi feito foram os 500 apartamento entregues pela prefeitura de Manaus no Manauara 3”.
O evento a que Sassá se refere foi realizado em 18 de agosto do ano passado. Além do presidente Jair Bolsonaro, participaram da entrega das chaves dos apartamentos os ministros do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e do Turismo, Gilson Machado. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, também esteve na cerimônia.
“Eu sou contra a invasão. Eu sou a favor da habitação. E grande culpa hoje da habitação [da falta de moradias] não é do governo municipal nem do governo estadual. É do governo federal. O projeto [obrigação] de fazer moradia é do governo federal”, disse.
As afirmações do parlamentar ocorreram em debate sobre o cadastro para desapropriações que o governo do estado realiza na zona sul da cidade, na Avenida Manaus 2000. No local será construído o Prosamim Sul.
Sassá comentava discurso do vereador Caio André (PSC), o primeiro a acusar “algumas pessoas estarem ocupando a área, invadindo e construindo de forma irregular comércio e bares, para receber a indenização futura”.
Caio disse que as invasões aconteceram após o governo do estado anunciar o início do cadastro para indenizações e início das obras.
