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Senadores e federais eleitos no Amazonas receberam R$ 10,8 milhões na campanha

21 de outubro de 2018 @ zmanchete
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Candidatos gastaram com publicidade, transporte, militância e impulsionamento de conteúdo (Foto: Divulgação/Facebook)
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Da Redação

MANAUS – Os candidatos a senador e deputado federal eleitos no Amazonas no dia 7 de outubro arrecadaram para suas campanhas R$ 10,8 milhões (em média 1,8 milhão para cada candidatura) e gastaram, até a eleição, R$ 5,96 milhões. Os gastos ainda não estão fechados, porque nenhum deles apresentou a prestação de contas final à Justiça Eleitoral.

Se a média é de R$ 1,8 milhão arrecadado, a realidade de alguns candidatos é bem diferente de outros. O candidato Átila Lins (PP), por exemplo, arrecadou 39 vezes mais dinheiro do que o candidato do PSL, Delegado Pablo, eleito com a segunda maior votação no Estado para deputado federal, e o mais votado na capital Manaus.

O senador Eduardo Braga (MDB) foi o que mais arrecadou: R$ 2,58 milhões. A maior parte veio do próprio partido, recurso do fundo eleitoral, criado no ano passado para financiar as campanhas deste ano. O MDB destinou R$ 2,08 milhões para a campanha do senador, que foi eleito para a segunda vaga, numa disputa apertada com Luiz Castro (REDE).

Entre os deputados federais, Átila Lins e Silas Câmara (PRB) foram os campeões de arrecadação de dinheiro para a campanha. O primeiro arrecadou R$ 1,89 milhão e o segundo, R$ 1,5 milhão. A quase totalidade desses recursos foram destinados pelo partido: o PP botou R$ 1,86 milhão na conta de Átila e o PRB doou todo o dinheiro declarado por Silas Câmara. Nem um dos deputados reeleitos usou recursos próprios na campanha.

Candidato mais votado para deputado federal no Amazonas, José Ricardo (PT) arrecadou R$ 475,7 mil. Marcelo Ramos (PR) foi o terceiro que mais arrecadou: R$ 1,42 milhão, exclusivamente do fundo eleitoral. (veja abaixo a tabela completa da arredação)

Despesas dos senadores

As despesas do senador reeleito Eduardo Braga somam R$ 969.011,39. Desse valor, Braga gastou R$ 478.000,00 (49,33%) com transporte e R$ 305.000,00 (31,48%) com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Os valores ainda podem ser alterados até a prestação de contas final.

Plínio Valério (PSDB), candidato a senador mais votado nestas eleições, gastou R$ 454.989,40. Ele recebeu R$ 717.624,24 de recursos totais e gastou R$ 208.780,00 com materiais impressos e R$ 150.000,00 com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, além de serviços para internet.

Despesas dos deputados

Ente os deputados, Marcelo Ramos foi até aqui o candidato que mais contratou serviços para a campanha, com R$ 1.244.426,41 gastos. As principais despesas dele são com doações financeiras para outros candidatos ou partidos, que somam R$ 370.000,00 (29,73%), atividades de militância e mobilização de rua, que custaram R$ 306.853,00 (24,66%), e materiais impressos para publicidade, com R$ 192.990,00 (15,51%).

Átila Lins gastou R$ 1.115.036,05. As doações financeiras a outros candidatos somaram R$ 300.000,00 (29,90%), dos quais R$ 200 mil foram para o irmão de Átila, Belarmino Lins, candidato a deputado estadual.

A maior despesa de Átila, no entanto, foi com a confecção de adesivos, cartazes e bandeiras (material de propaganda eleitoral). Os serviços foram realizados pela empresa Orbity Comércio de Material Publicitário Ltda., que recebeu R$ 354.521,15 (32% dos gastos). O deputado também contratou serviços menores, como transporte e combustível.

O candidato a reeleição Silas Câmara foi o terceiro que mais gastou durante a campanha, com despesas de R$ 539.302,40. Os maiores gastos do candidato foram com material para publicidade, R$ 186.860 (34,65%) e doações financeiras a outros candidatos, R$ 150.000,00 (27,81%). Câmara recebeu R$ 1.508.380,00 para gastar na campanha.

Com R$ 508.410,54 de despesas contratadas, o atual deputado estadual Sidney Leite (PSD), foi o quarto que mais investiu na campanha. R$ 186.860,00 (34,65%) foram usados para pagar materiais de publicidade e R$ 150.000,00 (27,81%) foram doados para outros candidatos.

José Ricardo gastou R$ 432.706,63. Entre os maiores gastos do deputado, estão atividades de militância e mobilização de rua, em que foram usados R$ 79.631,16 (18,40%); locação de veículos, que custaram R$ 77.916,51 (18,01%); e publicidade por materiais impressos, R$ 64.875,50 (14,99%).

Bosco Saraiva (Solidariedade) contratou R$ 391.690,00 em serviços. A maior despesa do candidato foi com contratação de pessoal: R$ 220.800,00 (56,37%). Além disso, Saraiva gastou R$ 117.350,00 (29,96%) com materiais impressos e R$ 40.000,00 (10,21%) com combustíveis e lubrificantes.

Novato no Congresso Nacional no próximo ano, o capitão Alberto Neto (PRB) gastou R$ 268.125,40 com despesas para campanha eleitoral. O candidato declarou R$ 145.000,00 (54,08%) para serviços prestados por terceiros, R$ 63.000,00 (23,50%) para publicidade por materiais impressos e R$ 50.000,00 (18,65%) para despesas com pessoal.

Delegado Pablo fez a campanha mais barata, com gastos de R$ 41.570,58. O candidato gastou R$ 12.000,00 (28,87%) para impulsionar conteúdos na internet; R$ 9.777,30 (23.52%) em publicidade por materiais impressos; e R$ 7.744,00 com adesivos.

Confira na tabela abaixo os detalhes da arrecada de cada senador e deputado eleito

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Felipe Campinas 21 de outubro de 2018
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