
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS – O senador Plínio Valério (PSDB-AM) visitou, na manhã desta terça-feira (7), nos presídios da Papuda e da Colmeia, no Distrito Federal, sete amazonenses que foram presos pela Polícia Federal por participação nos atos golpistas nas sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro deste ano. O parlamentar disse que se comoveu com a situação deles. “Dá dó vê-los nessa situação”, disse Plínio à reportagem.
De acordo com o parlamentar, são cinco homens e duas mulheres, que alegam não saber o motivo de estarem presos. Eles disseram ao senador que apenas estavam em frente ao quartel do Exército Brasileiro, em Brasília.
A mobilização no local, assim como outras promovidas em diversos estados brasileiros, foi organizada por bolsonaristas que defendiam um golpe de Estado. As manifestações iniciaram logo após o resultado do segundo turno da eleição de 2022, na qual o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sagrou-se vencedor.
No dia 8 de janeiro, os bolsonaristas invadiram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal) e depredaram vidraças, portas e obras de arte.
De acordo com Plínio, todos os amazonenses presos na Papuda estão bem, mas preocupados com o que a justiça decidirá sobre eles. O senador disse que ofereceu ajuda com advogados para o grupo.
“Encontrei cinco amazonenses e duas amazonenses. Estão bem. Logicamente, eles ficam preocupados, pois são todos inocentes que foram condenados, estão presos. Mas a gente conversou [para saber] quem tem advogado, quem não tem, para a gente ajudar a se comunicar com a família de cada um, para levar recado, para dar notícia. É o que a gente pode estar fazendo. Agora, a questão é jurídica. Mas dentro do possível todos estão bem”, disse Plínio.
O senador afirmou que acredita na inocência de cada um. “E a gente nota em cada um deles que nenhum é terrorista. A gente nota que nenhum tem perfil criminoso e isso comove a gente”, afirmou Plínio.
