
Do ATUAL
MANAUS – Depois de invadirem o Congresso Nacional, depredar o patrimônio e subiram no teto do prédio do Poder Legislativo brasileiro, os golpistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram os prédios do STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto.
A Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela segurança de Brasília, usou um efetivo insuficiente para conter a multidão, apesar de o plano dos golpistas já ser conhecido, com informações publicadas nas redes sociais.
Diante da inoperância da PM, autoridades em Brasília já discutem uma intervenção federal no Governo do Distrito Federal, e possivelmente designar a Força Nacional de Segurança para atuar na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a tentativa dos golpistas de impor a própria vontade pela força nãoo vai prevalecer.
“Essa absurda tentativa de impor a vontade pela força não vai prevalecer. O Governo do Distrito Federal afirma que haverá reforços. E as forças de que dispomos estão agindo. Estou na sede do Ministério da Justiça.”, escreveu Dino no Twitter.
O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), repudiou os atos golpistas, classificados por ele como antidemocráticos, e disse que as forças de segurança do Distrito Federal e a Polícia Legislativa do Congresso estão empenhadas em conter os criminosos.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder do governo no Congresso, afirmou que está em contato com Pacheco e pediu união aos democratas. Segundo ele, o Congresso está agora sendo atacado pelo que chamou de terroristas.
“Os criminosos antidemocratas não podem andar livremente, não há o que tolerar com os intolerantes. Esperamos a dura aplicação da lei a todos os envolvidos nessas ações”, disse Rodrigues.
Randolfe Rodrigues disse que protocolou há pouco dois pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, do STF: 1 – Prorrogação do inquérito dos atos antidemocráticos a partir dos acontecimentos deste domingo e 2 – Impedimento de posse e, em caso de posse, afastamento de Anderson Torres, da Secretaria de Justiça do DF.
Anderson Torres foi ministro da Justiça do governo Bolsonaro até o dia 31 de dezembro passado, e era um dos principais aliados do ex-presidente. Diante de atos de vandalismo no dia da diplomação do presidente Lula, em dezembro, Torres não agiu como era esperado e nenhum manifestante foi preso.
Randolfe Rodrigues também disse que, junto com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, representou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que seja decretada intervenção na Segurança Pública do Distrito Federal.
Gleisi Hoffmann condenou a atuação do governo distrital diante dos atos criminosos dos bolsonaristas neste domingo.
O “Governo do DF foi irresponsável frente à invasão de Brasília e do Congresso Nacional. É um crime anunciado contra a democracia, contra a vontade das urnas e por outros interesses. Governador e seu secretário de segurança, bolsonarista, são responsáveis pelo que acontecer”, escreveu a presidente do PT.
Os radiacais golpistas iniciaram o confronto com a polícia quando um grupo de centenas de manifestantes, vindo do Quartel General do Exército, chegou à Esplanada e se concentrou em frente ao Ministério da Justiça e uma parte invadiu a parte superior do Congresso Nacional.
Em reação às bombas, manifestantes soltaram fogos de artifício e falaram em fazer confronto.
Os manifestantes contestam o resultado da eleição presidencial de 2022, e decidiram reagir à posse do presidente Lula, ocorrida no dia 1° deste mês.
