O Amazonas Atual utiliza cookies e tecnologias semelhantes, como explicado em nossa Política de Privacidade, para recomendar conteúdo e publicidade. Ao navegar por nosso conteúdo, o usuário aceita tais condições.
Confirmo
AMAZONAS ATUAL
Aa
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Aa
AMAZONAS ATUAL
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
Pesquisar
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
    • Augusto Barreto Rocha
    • Cleber Oliveira
    • Fatima Guedes
    • José Ricardo
    • Márcia Oliveira
    • Sandoval Alves Rocha
    • Sérgio Augusto Costa
    • Tiago Paiva
    • Valmir Lima
  • Quem Somos
Siga-nos
  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos
© 2022 Amazonas Atual
Política

Senado extingue gabinete 24 e numeração passa do 23 para o 25

19 de janeiro de 2019 Política
Compartilhar

Por Ranier Bragon e Camila Mattoso, da Folhapress

BRASÍLIA-DF – Há quatro anos o Senado abriga uma manifestação implícita de preconceito contra homossexuais que pode ser checada por qualquer pessoa que percorra o principal corredor de gabinetes dos parlamentares. A numeração exposta nas portas começa no 1 e segue a sequência numérica lógica até chegar ao 23, quando, sem qualquer explicação, pula para o 25. Em algum momento entre o final de 2014 e o início de 2015 a plaquinha de número 24 desapareceu sem (quase) deixar vestígios.

O Senado diz não ter nenhum registro oficial do sumiço. Parlamentares igualmente afirmam desconhecer o que aconteceu com o 24 – que por ser o número associado ao veado no jogo do bicho é usado há décadas como muleta para manifestações discriminatórias contra homossexuais. O fato é que desde essa época o até então existente gabinete de número 24 passou a se chamar gabinete 26 – ele fica no lado do corredor de numeração par.

A reportagem visitou gabinetes, buscou documentos e entrevistou parlamentares e funcionários nos últimos dias para resolver o mistério e descobrir por que o Senado abriga de forma institucional, há quatro anos, a manifestação simbólica de discriminação.

O gabinete de número 24 foi usado até 2014 pelo senador Eduardo Amorim (PSDB-SE). Ele trocou para outro, naquele ano, e diz não ter ideia do que aconteceu dali em diante. “O meu gabinete foi entregue. Eu troquei por causa da distância. Eu saí de lá e era 24. Eu não sei quem entrou depois”, disse. O novo inquilino foi Dário Berger (MDB-SC), 62, de cujo gabinete partiu o pedido de mudança da numeração, do 24 para o 26.

A reportagem ligou 28 vezes nesta quarta, 16, na quinta, 17, e nessa sexta-feira, 18, para o telefone celular de Berger e deixou recados também com sua assessoria. Não houve resposta.

A reportagem também enviou à assessoria de imprensa do Senado perguntas sobre quem pediu e quem mandou trocar a numeração, qual a justificativa usada e se a Casa considera adequado esse tipo de medida. Também não houve manifestação.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), que assumiu o comando da Casa dois anos depois do sumiço do gabinete 24, se disse surpreso. “Fui surpreendido, estou tomando conhecimento no dia de hoje. Eu, sinceramente, não encontro justificativa para que a numeração não seja seguida. Isso não aconteceu na minha gestão. Se tivesse tomado conhecimento antes teria dito à diretoria para voltar ao número anterior”, afirmou Eunício, cujo mandato termina no próximo dia 31. “Nem o Senado nem ninguém pode dar guarida a qualquer tipo de discriminação, contra quem quer que seja”, acrescentou o senador.

Presidente da Casa à época, Renan Calheiros (MDB-AL) também diz que ‘nunca’ soube da troca, afirmando que esse tipo de coisa não é assunto que chegue à cúpula da Casa. Renan, que é candidato a presidir o Senado novamente, disse ainda que não é preconceituoso e que não se ‘prestaria’ a isso. “Pelo amor de Deus, jamais essa discussão chegou no Senado. Eu não sou preconceituoso, não”.

O diretor-geral do Senado à época da mudança era Luiz Fernando Bandeira de Melo, hoje secretário-geral da Mesa. Ele confirmou ter havido um pedido para a mudança do número 24 para o 26, mas disse não se lembrar de quem partiu. “O Senado busca atender às demandas que surgem dos parlamentares. Isso é tratado com absoluta simplicidade”, afirmou Bandeira, que disse não ter recebido justificativa da solicitação de mudança.

Perguntado sobre a falta de transparência no caso, respondeu: “Está plantado (o número) na porta, como não há transparência?”.

A reportagem esteve no corredor de gabinetes dos senadores na última quarta-feira, 16, período de recesso dos parlamentares. Pessoas que estavam nas proximidades também disseram não saber o que havia ocorrido. Seguranças que trabalham no local há mais de cinco anos afirmaram não poder comentar o assunto. Ainda é possível ver na placa geral de identificação dos gabinetes vestígios do número 24 por trás do atual 26.

Em fim de mandato, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) era um dos poucos que estavam no local nesta quarta de recesso. Também se disse surpreendido com a história. “Meu Deus. O jogo do bicho é ilegal. Então, o Senado se baseou em algo ilegal para manifestar preconceito contra os gays? É um absurdo”, exclamou. Último ocupante do gabinete 24, o senador Eduardo Amorim hoje está no número 1. Ele disse nunca ter ouvido manifestações preconceituosas em forma de piada durante o tempo que ficou no escritório anterior.

Notícias relacionadas

Datafolha registra 40% de intenção de voto para Lula e 31% para Flávio Bolsonaro

Lula disse que vetará disparo em massa de menagens nas eleições, caso Senado aprove

Validação de norma beneficiará criminosos, afirma autor da Lei da Ficha Limpa

André Mendonça vai julgar ações sobre propaganda na campanha eleitoral

Fausto Júnior retira apoio ao adiamento do fim da escala 6×1 para 2036

Assuntos jogo do bicho, Senado Federal
Cleber Oliveira 19 de janeiro de 2019
Compartilhe
Facebook Twitter Pinterest Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Deixe um comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia também

Política

Wilson Lima diz que pode contribuir mais com o Amazonas em nova frente

5 de abril de 2026
Política

Ao descartar candidatura ao Senado, Wilson Lima rompe tradição de 36 anos

3 de março de 2026
Relator alega possibilidade de investimentos e de arrecadação de impostos para aprovar cassinos (Foto: YouTube/Reprodução)
Política

Senado empurra para 2026 projeto para legalizar bingos e cassinos no Brasil

18 de dezembro de 2025
Política

Lula elogia atuação do Congresso na votação de pautas de economia

15 de dezembro de 2025

@ Amazonas Atual

  • Inicial
  • Política
  • Economia
  • Dia a Dia
  • Esporte
  • Polícia
  • Expressão
  • TV Atual
  • Lezera Pura
  • Serviços
  • Variedades
  • Saúde
  • Negócios
  • Tecnologia
  • Colunistas
  • Quem Somos

Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?