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Dia a Diazmanchete

Sejus demora até 2 anos para iniciar investigação sobre mortes em presídios

28 de janeiro de 2015 Dia a Dia zmanchete
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Em 17 de março de 2014, o detento Diego Figueiredo Marinho, de 26 anos, foi morto no Compaj e a Sejus prometeu instaurar sindicância para apurar o caso, mas só neste mês a secretaria criou comissão para iniciar a investigação (Foto: Reprodução)
Em 17 de março de 2014, o detento Diego Figueiredo Marinho, de 26 anos, foi morto no Compaj e a Sejus prometeu instaurar sindicância para apurar o caso, mas só neste mês a secretaria criou comissão para iniciar a investigação (Foto: Reprodução)

A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus) demora até dois anos para instaurar processos administrativos para apurar responsabilidades contra a empresa que cuida dos presídios no amazonas, a Auxílio Agenciamento de Recursos Humanos Ltda.

Uma portaria da secretaria publicada no último dia 22 deste mês no Diário Oficial do Estado determina a instauração de processo administrativo sancionatório para apurar a morte de um preso ocorrida no dia 1º de janeiro de 2013 no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Em outra portaria, a Sejus instaura processo da mesma natureza para apurar morte ocorrida no dia 17 de março do ano passado no mesmo presídio.

Uma terceira portaria determina a instauração de processo para investigar a morte de cinco detentos no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), ocorridas no dia 27 de junho de 2014.

Para cada portaria, a Sejus montou uma comissão para apurar os crimes e a responsabilidade da empresa contatada.

Contratos milionários

A Auxílio Agenciamento de Recursos Humanos (antiga Conap) recebeu, em 2013, da Sejus, R$ 87.298.768,14. O valor, que inclui 6,5 milhões em restos a pagar do ano anterior, representou 57% de todas as despesas da secretaria. Em 2014, a empresa teve sua participação reduzida na secretaria e recebeu R$ 34.796.434,77.

No vácuo aberto pela redução de participação da Auxílio, em 2014, passou a atuar a Umanizzare Gestão Prisional e Serviços Ltda., que recebeu em um ano R$ 137.284.505,62. O valor representa mais da metade do orçamento da Sejus, de R$ 220.582.686,78. Em 2013, a participação da Umanizzare foi acanhada: apenas R$ 14 milhões para prestar serviços de apoio de atividades administrativas, técnicas e operacionais nas áreas: jurídica, psicológica, médica, odontológica, psiquiátrica, assistencial, esportiva e social nos presídios. O contrato era de R$ 32 milhões.

Em 2014, a Umanizzare fechou um novo contrato, no valor de R$ 139 milhões para administração de presídios.

Mesmo com tanto dinheiro, os presídios têm problemas de toda ordem, como a entrada de drogas, armas e aparelhos de comunicação sem fio, privilégio a grupos de detentos, brigas, mortes entre outros.

Sem resposta

O AMAZONAS ATUAL entrou em contato com a Sejus para obter explicações sobre a demora na instauração de processos para apurar as mortes dos detentos e o tempo para conclusão dos trabalhos, mas não obteve êxito. A assessoria de comunicação informou que a solicitação deverá passar pelo conhecimento das comissões de sindicância da Sejus para que verifiquem cada portaria e só então poderão responder o porquê da demora do procedimento investigatório.

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Assuntos detentos, Investigação, mortes, processo administrativo, Sejus, terceirizadas
Valmir Lima 28 de janeiro de 2015
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