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Economia

Secretário do AM defende exploração mineral, acordo com indígenas e critica preconceito contra a ZFM

11 de abril de 2025 Economia
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Serafim Corrêa comentou sobre economia amazonense (Foto: Felipe Campinas/AM ATUAL)
Por Felipe Campinas, do ATUAL

MANAUS – “Nós precisamos explorar nossas riquezas minerais”, disse o secretário de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa (PSB), ao defender a exploração de gás natural em Silves e de potássio em Autazes em entrevista ao ATUAL nesta sexta-feira (11).

O secretário também comentou sobre as oportunidades da ZFM com o tarifaço dos Estados Unidos e sobre os benefícios gerados e os ataques sofridos pelo modelo de desenvolvimento implementado na Amazônia há 58 anos. O secretário defendeu a pavimentação da rodovia BR-319, que interliga Manaus e Porto Velho (RO), mas com “racionalidade”.

Serafim é secretário da Sedecti desde agosto de 2023. A pasta se tornou uma “super secretaria”, com atribuições em quatro setores: desenvolvimento, planejamento; ciência, tecnologia e inovação; e emprego e empreendedorismo (atribuições da antiga Secretaria do Trabalho).

Exploração mineral

Ao defender a exploração de potássio em Autazes, Serafim declarou: “Essa ‘guerra santa’ pela não exploração do potássio de Autazes é uma guerra burra em que todos perdem”.

Desde 2015, a empresa Potássio do Brasil tenta viabilizar a exploração do minério na jazida de Autazes, mas o plano esbarra em interesses indígenas, que ocupam a região de impacto do empreendimento e que estão divididos sobre o projeto.

Um grupo de indígenas Mura é a favor do empreendimento e tem atuado ao lado da Potássio do Brasil e do Governo do Amazonas para viabilizá-lo. Outro grupo tem combatido o projeto com apoio do MPF (Ministério Público Federal), que ajuizou ações judiciais.

Potássio do Brasil em Autazes
Potássio do Brasil tenta concretizar projeto em Autazes, no Amazonas (Foto: Divulgação)

Em meio ao entrave, Serafim Corrêa defende que haja um acordo com indígenas Mura de Autazes nos moldes do pacto firmado com indígenas Waimiri-Atroari, em Roraima, para a instalação de torres do Linhão de Tucuruí, de Manaus a Boa Vista.

“Por que não explorar o potássio? Tem índio (sic) lá? Tem. Vamos fazer um acordo. O mesmo acordo que foi feito com os Waimiri-Atroari para passar o linhão de Tucuruí até Roraima pode ser feito com eles. Eu não vejo nenhuma dificuldade nisso”, disse Serafim.

De acordo com o secretário, a exploração em Autazes reúne condições ideais para substituir parte da importação de fertilizantes de outros países, como a Rússia, Ucrânia e Canadá, que abastecem o agronegócio principalmente no Mato Grosso.

Leia mais: Amazonas tem potássio para reduzir dependência da Rússia na compra de fertilizantes

Atualmente, grãos produzidos no centro-oeste brasileiro são transportados de Porto Velho (RO) aos portos localizados no Rio Amazonas por barcaças que navegam pelo Rio Madeira. Conforme Serafim, essas mesmas barcaças podem levar os fertilizantes ao retornarem ao local de origem.

“O agronegócio no Mato Grosso recebe potássio da Rússia. São 107 dias para chegar no Brasil. O Brasil não tem potássio. Ele compra da Rússia, da Ucrânia, do Canadá e de outros países do mundo”, disse Serafim.

“Nós temos a riqueza do potássio em Autazes, que fica a sete dias do Mato Grosso no contrafluxo das balsas que trazem soja do Mato Grosso para embarcar em Itacoatiara, ou seja, seria o caminho de volta. O rio nos deu isso na mão”, completou o secretário.

Novos projetos Eneva
Eneva constrói usinas termelétricas em Itapiranga (Fotos: Divulgação)

Sobre a exploração de gás natural em Silves e Itapiranga, que também esbarra em interesses indígenas, Serafim disse que a atividade gera emprego e renda.

Atualmente, a Eneva explora gás natural do Campo do Azulão, em Silves, e transporta até Boa Vista (RR) para abastecer usinas termelétricas que geram energia para 70% daquele estado. A empresa está construindo em Itapiranga duas usinas termelétricas, que serão interligadas ao sistema nacional de energia.

Serafim tem expectativa de que o custo da energia elétrica no estado diminua com os empreendimentos da Eneva. “Nós precisamos explorar nossas riquezas minerais. Na hora que a Eneva fizer isso, o preço da nossa energia vai diminuir. Em que quantidade? Não sei. Isso é controle da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica]. Nós precisamos, enquanto amazonenses, cobrar, pois estamos dando o nosso recurso mineral em favor do Brasil”, afirmou o secretário.

“O importante é que tire o gás que está no subsolo e que esse gás entre na vida das pessoas. No caso, vai atender Roraima. (…) Não podemos ter esse preconceito. Não é justo que o povo de Roraima fique dependendo de energia do linhão de Guri [Venezuela], que não funciona. Hoje eles estão queimando gás, mas antes eles queimavam óleo diesel, que é mais poluente”, afirmou Serafim.

Ao ser questionado sobre o legado deixado aos amazonenses pelas empresas que exploram os minérios, Serafim afirmou que as atividades geram emprego e impostos, pois são projetos amplos.

Serafim cita que a Eneva construiu em Itapiranga um hotel com 240 leitos e contratou trabalhadores. Em Autazes, Potássio do Brasil recebeu autorização para construir o porto no Rio Madeira, para perfurar e para captar água e também contratará trabalhadores.

Autazes tem a maior reserva brasileira de potássio (Foto: Potássio do Brasil/Divulgação)
Autazes tem a maior reserva brasileira de potássio (Foto: Potássio do Brasil/Divulgação)
Tarifaço de Trump

Serafim explicou como a Zona Franca de Manaus poderá ser beneficiada com o tarifaço do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.

De acordo com o secretário, a “guerra de tarifas” é “ruim para o mundo”, pois desorganizou a ordem econômica mundial. Entretanto, para os produtos do Brasil, a tarifa foi fixada em 10%, percentual menor que a estabelecida para países asiáticos.

“As empresas chinesas na Zona Franca de Manaus produzem para o mercado interno. Na hora em que se vender a partir de Manaus, a alíquota do Trump é 10%. Se vender da China a alíquota é 125%. A China vai turbinar essas empresas de Manaus para vender para os Estados Unidos a partir daqui”, disse Serafim.

Leia mais: Tarifaço de Trump favorece Polo Industrial de Manaus, diz secretário

O secretário também comentou sobre o desequilíbrio da balança comercial entre a Zona Franca de Manaus e os EUA. “Nós exportamos em 2024 cerca de US$ 100 milhões e importamos US$ 1,5 bilhão. Portanto, eles nos venderam 15 vezes mais. Temos margem para ocupar esse espaço sem que eles possam reclamar de qualquer coisa”, disse Serafim.

Donald Trump esnobou Brasil e América Latina sobre comércio exterior (Imagem: CNN/YouTube)
Donald Trump fixou tarifa de 10% para o Brasil (Imagem: CNN/YouTube)

O secretário elogiou a postura do Brasil de não rebater a taxação anunciada por Trump aos produtos brasileiros. Para o secretário, neste momento, o mundo “está perplexo, está tomando pé da situação”.

“Eu considero muito positiva a postura do Brasil porque o Brasil não retaliou, o Brasil ficou na dele, como quem diz ‘olha, eu não quero briga, vamos sentar à mesa, vamos nos entender’. O Brasil também é deficitário na relação comercial com os Estados Unidos”, disse Serafim.

“No ano passado, nós compramos dos EUA US$ 200 milhões a mais do que vendemos. Então, eles estão ganhando, e não nós”, completou o secretário.

Desemprego

Sobre o desemprego no Amazonas, Serafim disse que há empregos, mas que falta qualificação profissional. “Há uma rotatividade muito grande”, disse Serafim. “Nós percebemos que, cada vez mais, a exigência de melhor qualificação é um ponto inicial”, completou.

“Outro dia, em São Paulo, o Jornal Nacional mostrou uma fila de 35 mil pessoas para disputar 5 mil vagas. Na seleção preliminar, apenas 1,5 mil foram selecionados. A primeira exigência é que soubesse mexer no Excel. Das 35 mil, apenas 1,5 mil conseguem trabalhar com o Excel”, disse Serafim.

O secretário citou, como exemplo, a empresa de logística Bertolini, que, segundo ele, tem carência de soldadores. Serafim disse que o Cetam (Centro de Educação Tecnológica do Amazonas) tem treinado pessoas para esta função.

Soldador (Foto: Divulgação/MPT)
Secretário afirmou que tem emprego, falta qualificação (Foto: Divulgação/MPT)

Serafim também comentou sobre os impactos da indústria 4.0 na geração de empregos. Conforme o secretário, as empresas em todo o mundo estão aderindo à tecnologia, mas sempre vão precisar de trabalhadores.

“É um nível mais elevado de informatização, de usar os recursos digitais, os recursos da tecnologia da informação, inteligência artificial. Com isso, obviamente, você substitui em parte o homem. Mas o homem você nunca vai poder excluir, sempre vai precisar dele”, afirmou.

“A indústria 4,0 é realidade no mundo e aqui também começa a ser. É claro que isso não acontece do dia pra noite. Isso exige treinamento, preparação”, completou.

Mudanças climáticas

Serafim comentou sobre o preparo do poder público em relação aos impactos das mudanças climáticas. Em 2023 e 2024, o Amazonas registrou as maiores secas no período de 120 anos. A situação afetou milhares de pessoas, que ficaram isoladas, e as indústrias do Polo Industrial de Manaus, cujos insumos são transportados por navios.

“Em 2023, ninguém teve a previsão que íamos ter uma seca tão severa como foi aquela. Em 2024 foi pior, mas tivemos medidas tomadas pela iniciativa privada, mas com a supervisão perfeita entre o setor público e privado”, disse Serafim.

A autorização permitirá o transbordo e a baldeação, garantindo a continuidade das operações logísticas durante o período de vazante (Foto: Chibatão/Divulgação)
Portos de Manaus ficaram parados por quase dois meses na estiagem de 2023 (Foto: Chibatão/Divulgação)

As medidas, segundo o secretário, evitaram paralisação das atividades econômicas em 2024, como ocorreu em 2023, quando os portos de Manaus ficaram 50 dias sem navios com insumos.

De acordo com Serafim, o acompanhamento climático feito na região amazônica é insuficiente. Segundo ele, o Brasil tem 70 estações meteorológicas na Amazônia, das quais 20 estão desativas. No Peru, são 400. “Os peruanos estão muito mais preparados do que nós”, disse Serafim. Para o secretário, a culpa dessa deficiência é do estado brasileiro e envolve fatores históricos.

A UEA (Universidade do Estado do Amazonas) tem investido em pesquisas com esse objetivo, mas “timidamente”, segundo Serafim. “A UEA está enveredando para este caminho para dar uma direção, maior conhecimento a todas as autoridades que necessitam saber qual é a previsão”, afirmou.

Amazônia

Para Serafim, o Brasil “ainda não descobriu a relevância e a importância da Amazônia para o mundo”. “Somos a maior floresta tropical. E, no momento de mudanças climáticas, preservar a floresta é muito importante, mas isso tem custo”, disse o secretário.

“Temos 25 milhões de brasileiros morando na Amazônia. Essas pessoas são gente, são brasileiros iguais aos brasileiros da Avenida Atlântica ou da Avenida Paulista. No momento em que São Paulo entender isso, que a Amazônia é mais importante, que tem significado para o Brasil e para o mundo, vamos superar as dificuldades regionais”, completou Serafim.

O secretário criticou os ataques à Zona Franca de Manaus. Atualmente, o modelo gera 112 mil empregos diretos. “É inadmissível ver tanto preconceito como está enraizado principalmente na impressa de São Paulo em relação a Amazônia, e mais ainda em relação a Zona Franca de Manaus”, disse Serafim.

Zona Franca de Manaus gera 100 mil empregos diretos (Foto: Suframa/Divulgação)

Serafim comentou sobre a declaração do ex-piloto de Fórmula 1, Lucas di Grassi, a respeito da Zona Franca de Manaus. O secretário disse que a energia em São Paulo, onde Lucas tentou instalar empresa de fabricação de bicicleta elétrica, é mais barata que na Amazônia.

“Este mesmo cidadão esconde que o preço da energia elétrica na ZFM é R$ 0,84 por kWh, e na terra dele é R$ 0,44 por kWh. Quer dizer, a energia dele bancada pelo Brasil é metade do preço lá do que aqui. Ou seja, produzir na Amazônia é muito mais caro. Não seria possível produzir na Amazônia se não fosse os incentivos fiscais”, afirmou Serafim.

Empreender na Amazônia

Serafim criticou a ausência do estado brasileiro na região Amazônica e afirmou que os estados de Rondônia e Roraima impulsionaram produção de tambaquis porque receberam correntes migratórias de famílias com tradição de organização empresarial.

“Para Rondônia, vieram as correntes migratórias do Sul, paranaenses, gaúchos, catarinenses, que têm uma tradição de organização empresarial, coisa que na Amazônia nós não temos. Isso é uma deficiência nossa que precisamos reconhecer”, disse Serafim.

“Para Roraima também aconteceu isso. Vieram correntes migratórias de pessoas com uma tradição empresarial. Eles se organizaram melhor do que o nosso caboclo do interior. Empresário é uma joia rara e muito difícil de se encontrar. Funcionário todo mundo quer ser”, completou Serafim.

“Se você for a Apuí e Santo Antônio do Matupi [Distrito de Manicoré] você vai ver uma outra cabeça. Apuí foi um assentamento do governo militar em que vieram famílias de Francisco Beltrão, [município] do Paraná, famílias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Lá, a iniciativa empresarial acontece bem mais rápida do que outros lugares do nosso estado”, disse o secretário.

Assista a entrevista completa:

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Assuntos Amazonas, entrevista, exploração mineral, indígenas, manchete, Polo Industrial de Manaus, Sedecti, Serafim Corrêa
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