
Da Redação
MANAUS – Construção civil, alimentação fora do lar, moda e varejo tradicional são alguns dos setores mais impactados pela pandemia da Covid-19 no Brasil, de acordo com levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Além destes, outros dez segmentos estão entre os mais afetados e totalizam mais de 12,3 milhões de negócios, que respondem por mais de 21,5 milhões de empregos em todo o país.
O total de pessoas empregadas nas pequenas empresas é de 46,6 milhões, segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2018.
Preocupado com esse cenário, o Sebrae age para, além de prestar orientações práticas aos empresários, mensurar quais são os principais segmentos que podem ser afetados pela crise e contribuir com a redução do impacto econômico da doença sobre as micro e pequenas empresas.
Setores de serviços educacionais, logística, transporte e tecnologia também estão com o alerta ligado e preocupam por movimentarem, juntos, uma massa salarial anual superior a R$ 238 bilhões.
De acordo com o gerente de Relacionamento com o Cliente do Sebrae, Enio Pinto, a crise é causada fundamentalmente por um problema de caixa. Na medida em que a população se vê forçada a circular menos e evita sair de casa, o consumo de produtos e serviços tende a ter uma queda significativa.
“Se o problema é de caixa, a gente precisa buscar o equilíbrio. Isso passa por tentar reforçar as receitas, por um lado e reduzir os custos de outro”, diz Enio Pinto.
Políticas Públicas
Além de colocar todo o seu corpo técnico dedicado a oferecer soluções aos donos de pequenos negócios sobre como lidar melhor com a crise, o Sebrae construiu um conjunto de propostas que foi entregue ao Ministério da Economia sugerindo ações em quatro frentes:
1. Redução de custos: políticas públicas para redução de alugueis, folhas de pagamento, encargos trabalhistas, empréstimos bancários, entre outros;
2. Viabilização de fluxo de caixa: linhas especiais para alongamento de prazo com fornecedores e empréstimos bancários, disponibilização de sistemas de garantias, prorrogação do prazo para recolhimento de tributos, unificação da data do FGTS;
3. Manutenção de empregos: ampliação e simplificação do uso de banco de horas, férias coletivas, redução e/ou escalonamento de jornada de trabalho, home office e suspensão do contrato de trabalho com direito ao seguro desemprego por período limitado;
4. Orientação: apoio ampliado, especializado e gratuito aos empresários de micro e pequenas empresas, com foco na adequação da operação dos negócios, permitindo a redução dos custos, manutenção dos empregos e sobrevivência das MPE neste período.
“Precisamos agora cuidar da sobrevivência da micro e pequena empresa. É ela que segura o emprego e que tem maior capacidade de se adaptar e se reinventar para enfrentar esta crise. Por isso, o Sebrae está retomando a campanha ‘Compre do Pequeno Negócio’, pois a preservação deles está diretamente ligada à manutenção dos empregos no país”, orienta o presidente do Sebrae, Carlos Melles.
Atendimento on-line em Manaus
Como medida de precaução, o Sebrae Amazonas passou a atender os micros e pequenos empresários do Estado de forma on-line, pelos analistas da instituição.
Nesta direção, o site www.sebrae.com.br/amazonas; a Central de Relacionamento 0800 570 0800 estão à disposição do público em geral.
A instituição também mantém os cursos a distância www.sebrae.com.br/cursosonline.
Contato pode ser feito pelo whatsApp (92) 98435-2660 e também pelo link http://bit.ly/WhatsAppSebraeAM.
Todas as ações fazem parte do esforço nacional para combater os efeitos do coronavírus.
