
Do ATUAL
MANAUS – O reitor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Sylvio Puga, disse que solicitou a presença de policiais federais na instituição nesta quinta-feira (10) por “prevenção”, pois haviam “notas” contra o 1º Simpósio Ajuricaba de Liberdade na Amazônia. O evento foi promovido pelo Instituto Ajuricaba em um auditório da FES (Faculdade de Estudos Sociais), em Manaus.
O evento terminou em confusão. O estudante de mestrado em Sociedade e Cultura na Amazônia Christopher Rocha, que protestava contra a presença do cientista político André Lajst na instituição, foi detido por policiais federais sob alegação de crime de desacato. Houve desentendimento e agressão, com participação de servidores da instituição.
A presença dos agentes foi solicitada por Puga nesta quinta-feira para “garantir a ordem e a segurança dos palestrantes, bem como dos participantes do evento”. Um dia antes, o DCE (Diretório Central dos Estudantes) publicou nota, nas redes sociais, expressando rejeição pela presença de André Lasjt nas dependências da Ufam.
De acordo com a Polícia Federal, Christopher Rocha foi encaminhado à sede da Superintendência Regional para “prestar esclarecimentos sobre eventual crime de desacato e foi liberado em seguida”. O reitor Sylvio Puga, que viajaria para Brasília e voltou do aeroporto, acompanhou o estudante no procedimento e gravou um vídeo com ele.
No vídeo, Puga apenas anuncia que o aluno estava liberado. Christopher diz que estava promovendo protesto pacífico contra a presença do cientista político. Ele classificou a atuação dos agentes da Polícia Federal como “ruim” e “errada”. “A gente não estava fazendo nada de errado. Estávamos todos amparados perante a lei”, disse o estudante.
