
Por Felipe Campinas, do ATUAL
MANAUS – O modelo de distribuição de energia adotado pelo Brasil exige a convivência com a poluição visual, afirma Wagner Ferreira, diretor institucional e jurídico da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). Segundo ele, é possível adotar redes subterrâneas, mas a ideia esbarra no caos urbano e no alto custo da estrutura.
“Eu peço que qualquer cidadão olhe os postes nas suas cidades. Por si só, o modelo que foi adotado no país já exige uma convivência com essa poluição visual. Nossas redes aéreas são majoritariamente vistas, externas… Postes, cabeamento… Esses postes são compartilhados com outros serviços públicos, TV, telefonia, internet…”, disse Ferreira, em entrevista ao ATUAL.
“Eles utilizam [os postes]. Normalmente, são aqueles fios que ficam mais baixos numa extensão de postes. Além disso, eles usam inúmeras caixas em que colocam os equipamentos, dispositivos que fazem as conexões com o mundo das telecom’s. Você pode ver isso em qualquer poste que você pare para avaliar”, disse Ferreira.
Em Manaus, a polêmica em torno do sistema de medição de energia surge em meio à tentativa da concessionária Amazonas Energia de instalar medidores que ficam no alto dos postes. Segundo a empresa, o modelo combate o furto de energia, mas a população o rejeita sob alegação de insegurança quanto a correta medição. Também há a alegação de que ele gera poluição visual.
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Em março, a Câmara Municipal de Manaus aprovou lei que proibiu o uso dos medidores aéreos na capital. Nesta sexta-feira (31), o prefeito David Almeida (Avante) sancionou a lei, que foi publicada no Diário Oficial do mesmo dia, e passou a valer no último dia de março.
A lei proibitiva foi aprovada e sancionada após o STF (Supremo Tribunal Federal) anular uma lei estadual com o mesmo teor. Os ministros sustentaram que a Constituição Federal assegura à União a atribuição de legislar sobre energia e de explorar os serviços e instalações de energia elétrica.
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Wagner Ferreira afirma que a solução para eliminar a poluição visual decorrente dos fios é a retirada dos postes, mas, segundo ele, isso geralmente custa dez vezes mais que um projeto comum de implantação de rede. “Isso, de certa forma, é a política que o país adotou, por uma questão de custo, de geografia”, afirmou Ferreira.
Para o diretor da Abradee, não há problema nenhum em colocar mais um equipamento nos postes que já são carregados de “caixas” de outras empresas. “Você ter mais uma caixa, mais um equipamento dentro de uma estrutura que tem esse fim… Eu não vejo nenhuma questão excepcional que mereça um tratamento diferente”, disse Ferreira.
“Por que eu posso colocar uma caixa de telefonia e não posso botar uma caixa que faz uma medição de energia distante da mão ou do interesse de um determinado usuário de fazer um furto de energia?”, questionou. “Por qualquer ótica que você olhe, dentro do modelo que foi adotado pelo país, não vejo nenhum prejuízo à sociedade”, completou.
Alto custo e caos urbano
Ferreira afirma que o modelo de distribuição adotado no país considera o custo da estrutura. “Esse foi o modelo adotado no país, olhando inclusive a modicidade tarifária para o consumidor, porque no final do dia isso é custeado pelos usuários do sistema público que fazem parte do sistema como um todo”, afirmou o diretor da Abradee.
De acordo com Ferreira, é possível adotar a rede subterrânea, mas em regiões pontuais da cidade. “Os melhores estudos dizem o seguinte: quando você pensa em uma solução de enterramento, ela não é total. Sempre vai ser pontual. Áreas mais densas, mais turísticas, de desenvolvimento industrial ou de empreendimentos de grande porte”, disse Ferreira.
“Quando você pensa em generalização, não faz sentido porque no Brasil você tem um problema sério de ocupação irregular, crescimento desordenado – muitas vezes você não sabe o que tem em cima, muito menos o que tem embaixo da gente. No Brasil, o custo de enterramento é muito alto e gera muita incerteza para quem vai produzir esse tipo de obra”, completou Ferreira.
A ideia, segundo o diretor da Abradee, também esbarra em questões de justiça entre consumidores. Ele explica que os custos da eventual mudança do sistema em determinada região seriam compartilhados entre todos que usam os serviços, independente de estarem ou não sendo beneficiados diretamente.
“Imagina que a distribuidora decida enterrar os postes na região mais rica do Amazonas e que isso vá custa, por exemplo, R$ 10 milhões. Esse valor integra a base de remuneração regulatória, pois são ativos do sistema público, de prestação dos serviços. Isso vai para a tarifa. Para a tarifa de quem? De todos os consumidores”, afirmou Ferreira.
“Tem uma questão aí no meio que é a justiça alocativa dos custos setoriais. Não posso ficar beneficiando uma região em detrimento de outras regiões que estão pagando a conta também. Então, é uma discussão séria”, completou o diretor da Abradee.
De acordo com Ferreira, as despesas com eventual mudança na cidade seriam compartilhados entre o município e os prestadores de serviços (concessionária de energia, telecomunicações, empresas de internet, TV à cabo). No caso do município, o valor poderia, por exemplo, junto ao IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).
“Esse custo normalmente é incluído como uma contribuição de melhoria de caráter municipal. E quem faz o pagamento disso são os contribuintes, que são beneficiados com aquele ganho, em termos de valorização de mercado. Essa é a natureza jurídica da contribuição de melhoria que o município por fazer, por exemplo, junto ao IPTU”, disse Ferreira.

Tem que Respeita o Município que dizer que só o povo pode se lascar a empresa que ganhar milhões não pode fazer investimento fala sério conversa fiada desse Jovem ai
((( Querer compar com empresas de TV- Cabo: Bem a TV-Cabo, nem todas casas tem e algumas usam sistemas de “antena semelhante a antena parabólicas” deve haver caixas de leitura de energia, mais discretas com leitura a laser ou outro modelos que façam a leitura da caixas aclopada aos postes, porém sem fio… )))
Ele quer comprar as fiações já existente e caixas de telefonia e Internete não tem comparação nenhum com o sistema deles, parece com aquele filme guerra dos mundos do Tom Cruise aqueles monstros cheios de tentáculos ridículo poluindo a cidade e algumas ruas parece bem pior porque pega mais de um medidor em um unico poste ai piora o visual.
Ele tem que criar vergonha na cara, e para de vim com essa balela… Quem roubar o povo de Manaus na cara dura… Essa empresa tem que sair fora… Séria bom os nosso representantes abrir concorrência, só assim Amazonas roubas energias deixaria dessa balela pra boi dormir….😡😡😡
Kkkk esse senhor está tentando justificar o injustificável, dizer que uma caixa a mais no poste não vai fazer diferença? Fala sério, primeiro que não é apenas uma caixa a mais e sim uma caixa grande na ponta do poste com três medidores em cada caixa, e saindo um monte de cabos deixando uma poluição visual ridícula e pior que isso o consumidor não tem como acompanhar a leitura nem o consumo, isso fere o código de defesa do consumidor, pior que tudo isso é que nosso estado e cidade paga a energia mais cara do Brasil, esse senhor poderia explicar porque pagamos a energia mais cara do Brasil? Será que a resposta dele será aquela mesma? É devido a desvio de energia? Gatos? Kkkk fala sério, sem fundamento essa desculpa se ele for usar, por fim vou dá a solução pra Amazonas Energia triplicar os lucros, é só ela baixar o valor do kw para 0,25 simples assim.
Mais uma vez, mesmo que tirem todos os “gatos” isso não vai baixar a tarifa, pois o preço da tarifa já é fixado. A linha perda já é paga por todos os consumidores, a empresa não perde nada. O que ela quer é diminuir a faixa de perda dela. Jogando para outros custos a perda de 50% dela. Eles mandaram uma carta falando de perda de arrecadação, isso é mentira, a não ser que eles estejam sonegando. Pois a linha perda é cobrada na conta e é como indexador, ou seja, proporcional ao seu consumo. Se não tem perdão, como existe perda de arrecadação, alguma coisa nessa conta não bate então. O que eles querem é retirar empregos, dos contadores, a corrupção nos fiscais vai continuar ou piorar, se sua energia não tem mais desvio, hora, advinha quem mais vai pra rua? Acordem, será demissão em massa, a empresa fatura na casa dos milhões, tem uma faixa de lucro exorbitante, foi arrematada por 50 mil reais, faturou se não me engano ano passado 870 milhões, mantém contratos de valores absurdos com empresas terceirizadas. Voltando a polêmica dos contadores, me digam, quem a Amazonas Energia acha que é para saber minha rotina de uso energético? Com o monitoramento em tempo real eles terão acesso ao consumo em tempo real daquela unidade consumidora. Ou seja DADOS, e como não existe legislação específica para proteger essas informações eles vão fazer a farra. Eu não autorizo ninguém saber a que horas eu ligo minha tv, isso é particular meu. Pelo sistema dará para saber se a pessoa está em casa ou não. Afinal se não tem consumo a casa está vazia, logo se o operador lá for corrupto, venderá a informação para quadrilhas de roubo de residências. Haaaaa, acham que não dá? Coloca na minha mão esse banco de dados e vocês vão ter um frio na espinha com o tanto de coisa que consigo extrair. Enfim, invasão de privacidade, controle social de dados, cortes abusivos, imagine você atrasou o corte vem on LINE, sem aviso, afinal quando eles vão na tua casa eles não ligam avisando, eles vem e com sorte se tiver alguém na casa pode impedi-los. Com o sistema adesivo a visitinha, não pagou corte rápido Tramontina. Acordem, a empresa não estaria brigando por isso se não fosse altamente lucrativo para ele. E o povo que se lasque.