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Qual é, afinal, o ‘custo fiscal’ da ZFM?

6 de dezembro de 2017 Follow Up
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Ainda sobre o fatídico futuro da Amazônia, que conseguiu sobretudo revelar as mazelas do passado, o presidente do Cieam, Wilson Périco, buscou, em correspondência, com nobreza fidalguia, mostrar ao professor atrapalhado o tamanho de sua confusão. Com dados e números que a entidade tem mostrado em seu portal, para mostrar o desempenho da indústria, a geração de emprego, renda e oportunidades em relação a outros programas de isenção fiscal, ficou evidenciado que o professor não estava muito empenhado em conhecer os fatos, posto que veio com a missão explícita de denegrir o setor produtivo.

Esta é uma movimentação maior, no âmbito federal, para aliviar o tamanho do rombo aplicado nos cofres públicos. O evento, o jornal contratado, os patrocínios improvisamos, entre outras conclusões apressadas e infundadas, tudo se relaciona a esvaziar o “custo fiscal” inventado que a Zona Franca de Manaus significaria. Essa intimidação e ataques, que se multiplicaram no mídia do Sudeste, faz parte dessa operação. Resta-nos mapear os atores e desmascarar seus propósitos com união de talentos e propostas de mudança.

A economia do Amazonas, apesar de seus agressores, porém é, em vez de custo, um acerto fiscal, onde a União se debulha num baú de felicidade de fundos, taxas e impostos. O paraíso do fisco, como dizia Samuel Benchimol.

Canibalismo desesperado

O que se vê é um canibalismo financeiro disfarçado na caça às bruxas da isenção tributária, que escolheu Zona Franca de Manaus como bode expiatório da tragédia fiscal do país. E contra os fatos, em clima de naufrágio das esperanças de tudo se ajeitar, não há argumentos. Os burocratas do sistema de arrecadação tributária só pensam naquilo. Rombo fiscal? Conta outra! No próximo ano, embora a polícia e a justiça insistam em se manter vigilantes, é temporada de caça e captura votos, a moeda que a Democracia criou para legitimar a aristocracia política. E, dessa vez, os atores das velhas estratégias de exploração do erário vão pro tudo ou nada. Já sabem e sentem na pele que a opinião pública não suporta mais a prosopopeia da enganação.

Saquear para sobreviver

A ordem, portanto, é beliscar – no sentido da apropriação a qualquer custo – as oportunidades de confisco dos recursos existentes. A fonte, porém, secou e o saco sem fundo do caixa comum não tem mais de onde espremer. Só nos resta o levante da indignação e denuncia. E reafirmar o que fizemos com a isenção fiscal da ZFM, nesse vaivém da caça aos niqueis e banditismo editorial. Eles estão promovendo o anúncio da morte anunciada da economia e dos acertos do Amazonas, pretendida por alguns e dadas como fava contadas por seus algozes, coerentemente amparados pelo revanchismo de alguns signatários do poder político parlamentar e da mídia vulgarizada.

Debate sem eira

Por isso que prosperam debates sem pauta e discussão sem encaminhamento, beira, ou conclusão como o que ocorreu recentemente em Manaus. Eventos fabricados em comum acordo com um dos mais poderosos veículos de comunicação do país, em que foi anunciada e deteriorada a discussão do futuro da Amazônia. A folia se deu numa rápida farinhada, de apenas 24 horas. Para isso, as empresas que oferecem precários serviços de concessão municipal, água e luz, deram a contrapartida pecuniária. No final, bem de acordo com a estratégia do canibalismo fiscal, a ZFM foi demonizada, e responsabilizada pelo atraso e inviabilidade da bioeconomia, o Apocalipse final. Vade retro, Belzebu!

Espírito público

Eles tratam a coisa pública como extensão de seus propósitos e posses pessoais. Serão, porém, atropelados pelos novos tempos em que a necessidade da sobrevivência será maior que a prepotência e a dominação e a percepção equivocada do cabotinismo institucionalizado, onde não cabe a compreensão do espírito público, a grandeza moral de promover o bem da coletividade. O ano termina, entretanto, com boas notícias. O gargalo da gestão, nossa capacidade histórica de não saber fazer projetos, começa a ser enfrentada.

Parceria promissora

Os primeiros relatos do Pacto De Gestão entre UEA e USP, o Doutoramento Interinstitucional, antes de completar seu primeiro ano, em março de 2018, que começou a dar frutose, mais do que a qualificação de 22 doutores em Administração, surgem atores da Gestão da Amazônia, e isso começa a mostrar seus resultados. Os temas são de inovação, infraestrutura, retenção de recursos de P&D para adensar, diversificar e regionalizar a indústria, a bioeconomia e tecnologia de informação de comunicação. Todos são temas prioritários. Formam-se gestores, com apoio da instituição mais respeitada em administração do Brasil, a USP.

Fipe Amazonas

E na sequência das boas novas, o setor privado da ZFM, no exercício de lúcido protagonismo, convida a Fipe, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, orgulho da Instituição paulista, para ajudar a formular indicadores, com o DNA Amazônico, a demanda estatística de paradigmas de alta confiabilidade sobre o potencial de oportunidades de que dispomos. Resta saber quem vai endossar o movimento, emprestar sua colaboração, assumir seu papel decisivo na construção de um futuro que já começou nos corações, mentes e compromissos de quem quer navegar e escrever para o Amazonas, o Brasil, uma nova história, transparente, solidária e em mutirão. Por que não!

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‘Juntos vencemos a poderosa Fiesp’, diz Braga após vitória da ZFM na Justiça

Assuntos Amazonas, Cieam, Fieam, incentivo fiscal, suframa, ZFM
Cleber Oliveira 6 de dezembro de 2017
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